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Atualizado às: 17 de março, 2005 - 12h44 GMT (09h44 Brasília)
 
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Péssimas notícias
 

 
 
Crime, julgamento, castigo, uma notícia do Iraque, outra sobre a privatização da aposentadoria e uma pitada de terror. Esta tem sido a fórmula básica dos telejornais das redes abertas americanas.

No noticiário de ontem, as mortes no tribunal de Atlanta, o julgamento de Michael Jackson e a condenação de Bernard Ebbers, ex-presidente da World com, ocuparam a meia hora das redes que agora têm 19 minutos de notícias.

A única na área internacional, fora do Iraque, era a decisão do primeiro-ministro Silvio Berlusconi de retirar as tropas italianas do Iraque a partir de setembro. Apenas 10 segundos.

Na televisão americana, o noticiário internacional está morto. Foi enterrado junto com a guerra fria. Ressuscitou por alguns meses depois dos ataques às torres em Nova York e ao Pentágono, mas o oxigênio durou pouco.

Hoje, para cobrir a Ásia inteira, cada uma das redes tem apenas um correspondente. Na África nenhum, nem na América Latina.

A cobertura fica por conta das agências, de free lancers e da CNN, que dá menos de 1 ponto de audiência no horário nobre.

Quem quer notícia internacional assiste a noticiários das redes européias, que dão traços de audiência.

Não sei se o maior culpado é quem dá a notícia ou quem recebe, mas o telejornalismo doméstico não foi enriquecido pela verba poupada no internacional. A audiência continua caindo, os orçamentos e os salários também.

Neste cenário, o governo Bush virou um produtor de notícias. Quatro jornalistas admitiram que receberam verbas do governo federal para promover a agenda da Casa Branca.

Esta semana o New York Times revelou que mais de 20 agências e ministérios, entre eles o da Defesa e o Departamento de Estado, produzem e distribuem vídeo-tapes com seus próprios repórteres.

Muitas estações locais colocam as notícias no ar sem identificar as fontes.

Para o presidente Bush, que não gosta de jornalistas, bom jornalismo é jornalismo morto.

 
 
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