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Atualizado às: 20 de novembro, 2004 - 01h37 GMT (23h37 Brasília)
 
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Bush chega ao Chile para reunião de países do Pacífico
 

 
 
Protestos no Chile
Manifestantes protestaram contra visita de Bush, dizendo que “não querem ser colônia americana”
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarcou na noite dessa sexta-feira em Santiago para participar da reunião de cúpula do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês).

Trata-se da primeira viagem internacional de Bush após sua reeleição nas eleições de dois de novembro.

Um forte esquema de segurança foi montado na capital chilena para a reunião, mobilizando helicópteros e tanques. Até agora houve pelo menos dois alarmes falsos de bomba, que levaram a polícia a se deslocar a diferentes pontos da cidade.

Pouco antes do desembarque, um protesto contra a chegada de Bush ao país acabou com dezenas de pessoas presas e feridas.

Putin

Sete mil pessoas participam do encontro da Apec, cujo objetivo é discutir questões como o combate ao terrorismo e à corrupção e abrir caminho para a liberação do comércio entre os países do bloco até 2020.

Pouco antes da chegada de Bush, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou em Santiago. Segundo a imprensa local, ele é o primeiro líder russo a visitar a América Latina.

No encontro com o presidente do Chile, o socialista Ricardo Lagos, Putin destacou a importância da relação com o país – a balança comercial dos dois é limitada a US$ 100 milhões – e o interesse da Rússia em se aproximar da região.

Por sua vez, o anfitrião, Ricardo Lagos, defendeu uma globalização mais equitativa e regras justas para o comércio, ao falar sobre a importância de fóruns do multilateralismo como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Chile

Alguns analistas discordam dos efeitos deste encontro para o Chile - um país que vem melhorando seus indicadores sociais e econômicos e mantém alianças comerciais diretas com, pelo menos, doze países ou grupo de países, como o Mercosul, o Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) e a União Européia.

Produtor de salmão, cobre e vinhos, o Chile tem gerado polêmica em alguns poucos setores sobre sua política externa.

“O Chile não possui uma política externa. Ele faz acordos econômicos e comerciais, nada mais”, criticou Víctor Hugo de la Fuente, do Fórum Social do Chile.

Por sua vez, Mario Matus, representante da coordenação da Apec, elogiou a trajetória do país. “O Chile avança como poucos países no mundo. Cresce em tempos de democracia e com ela está conseguindo reduzir diferenças sociais. Por isso, a Apec é uma oportunidade para novas alianças e mais avanços.”

O encontro da Apec termina nesse domingo, após dois dias de encontros entre os líderes dos 21 países, incluindo ainda China e Japão, entre outros.

 
 
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