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Atualizado às: 30 de agosto, 2004 - 20h57 GMT (17h57 Brasília)
 
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Filhotes de tigre da Sibéria receberão coleiras com rádio
 
Foto: John Goodric/Wildlife Conservation Society
Quase 50% dos filhotes morrem em um ano do nascimento
Pequenos filhotes de tigre da Sibéria em risco de extinção receberam coleiras com rádios para que os cientistas possam localizá-los.

Estes são os tigres mais jovens a utilizar coleiras elásticas especiais, afirma a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, em inglês).

Os filhotes - todos com menos de seis meses de idade - receberam as coleiras na Reserva Sikhotr-Alin, na Rússia.

Como cerca de 50% dos filhotes de tigres siberianos morrem em seu primeiro ano de vida, as coleiras devem ajudar os pesquisadores a encontrar formas de aumentar as chances de sobrevivência dos animais.

Acredita-se que existam apenas cerca de 400 tigres siberianos em liberdade, pois eles são intensamente caçados por causa da pele e outras partes do corpo.

Antena

Foto: John Goodrich/Wildlife Conservation Society
Esta é a terceira geração de tigres com a coleira
"Através de telemetria de rádio, nós aprendemos muito sobre as necessidades dos tigres siberianos, animais tão ariscos que poucos pesquisadores de campo conseguiram vê-los em seu habitat natural", disse John Goodrich, um pesquisador do WCS e chefe do Projeto para Tigre Siberiano.

"Agora nós podemos finalmente ter uma idéia do que causa a morte dos filhotes de tigres, que têm uma mortalidade de quase 50% durante o primeiro ano de vida."

"Se nós pudermos de alguma forma melhorar as chances deles, podemos fazer uma grande diferença para ajudar a população a aumentar."

Feitas de elástico, as minúsculas coleiras cabem em um gato doméstico e foram criadas especialmente para esticar e cair do pescoço dos animais quando eles crescem.

Elas emitem um sinal de "mortalidade" quando os tigres ficam inativos por mais de uma hora.

Foto: John Goodrich/Wildlife Conservation Society
Pesquisadores esperam mãe se afastar para colocar coleiras

Assim os pesquisadores podem reagir rapidamente e encontrá-los, o que é crucial para descobrir o que matou os filhotes.

Toni Ruth, pesquisadora do WCS, projetou e desenvolveu as coleiras para filhotes de leões da montanha que ela monitorava no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.

"Os transmissores que usamos têm uma vida útil de 18 a 21 meses e meio", disse ela à BBC.

"O tempo em que a coleira ficará no animal vai depender da rapidez com que ele cresça e pressione seu elástico interno."

"O elástico também pode apodrecer mais rapidamente em um ambiente de umidade em comparação a um ambiente seco", disse ela.

E a antena do rádio ligado à coleira não atrapalha os filhotes. Pelo contrário - torna-se um bom brinquedo.

"A ponta da antena pode ser um bom brinquedo para os irmãos do filhote, então ela se desgasta muito, o que eventualmente pode reduzir a recepção de sinais", disse Ruth.

 
 
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