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Atualizado às: 12 de agosto, 2004 - 21h08 GMT (18h08 Brasília)
 
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'Brasil não precisa mais do FMI', diz Standard and Poor's
 

 
 
Torre de petróleo
As altas do petróleo não devem afetar o crédito brasileiro no exterior
O Brasil não precisa renovar seu acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo a avaliação da consultoria americana Standard & Poor's.

“Se a situação atual se mantiver, não há necessidade de o Brasil fazer um novo acordo com o FMI para ter acesso a financiamentos externos”, diz Lisa Schineller, diretora da empresa e principal analista para o Brasil.

O acordo com o FMI válido até dezembro deve trazer US$ 14,8 bilhões em empréstimos ao país. A parcela da dívida externa brasileira que vence até o fim do ano é de US$ 17 bilhões.

“Acredito que os pagamentos que o Brasil tem que realizar não sejam relevantes para que exista uma renovação do acordo”, diz Schineller. “Isso se o governo brasileiro mantiver o controle sobre certas áreas da mesma maneira como ele está fazendo agora que o acordo com o Fundo está de pé”.

Acesso

A analista se refere principalmente à meta de superávit primário, ao controle da dívida interna, a uma política monetária prudente e à manutenção das regras atuais para o câmbio.

Schineller não acredita que o fato de o país estar defasado em relação à meta de comercializar US$ 4 bilhões em títulos estrangeiros este ano também seja um fator de peso.

“A defasagem acontece apenas em um índice indicativo futuro, o importante é que o Brasil agora tem acesso aos mercados externos, ao contrário do que aconteceu em 2002”, diz ela.

Em 2002, assim como em 1999, o Brasil não honrou seus pagamentos junto aos credores internacionais.

Inflação

A analista acredita que a situação poderia ser modificada apenas se o Brasil fosse vítima de um grande choque externo – e ela não acredita que as constantes altas mundiais do petróleo possam vir a se transformar em tal choque.

“O Brasil não importa quantidades suficientes de petróleo para ser profundamente afetado, pelo menos não em relação à disponibilidade de crédito externo. O que uma eventual grande crise do petróleo pode gerar é inflação no país, mas isso é outro problema”, diz ela.

 
 
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