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Atualizado às: 16 de maio, 2008 - 22h53 GMT (19h53 Brasília)
 
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Sauditas rejeitam pedido de Bush para aumentar produção de petróleo
 
O presidente George W. Bush se encontra com o rei Abdullah, na Arábia Saudita
Os líderes dos Estados Unidos e da Arábia Saudita se reuniram em Riad
O presidente americano George W. Bush, durante visita à Arábia Saudita, pediu novamente que o país aumentasse sua produção de petróleo para tentar reduzir o preço do produto, que nesta sexta-feira bateu novamente o recorde chegando a quase US$ 128 por barril.

Mas, depois da reunião entre Bush e o rei Abdullah, em Riad, a Arábia Saudita declarou que a produção está equilibrada.

Segundo autoridades sauditas, o país já está atendendo a demanda e já havia aumentado a produção de petróleo em 300 mil barris por dia no início de maio.

"Fornecimento e demanda estão equilibrados atualmente. O quanto a Arábia Saudita precisa fazer para satisfazer as pessoas que estão questionando nossas práticas e políticas petrolíferas?", disse o ministro saudita do Petróleo, Ali al-Nuaimi.

A resposta saudita criou uma situação semelhante à da viagem de Bush à Arábia Saudita em janeiro, quando o presidente americano pediu um aumento na produção, mas recebeu como resposta a recusa dos sauditas.

'Tudo o que podem'

O conselheiro de Segurança Nacional americano, Stephen Hadley, afirmou que o governo saudita indicou que iria colocar todo o petróleo necessário no mercado para atender a demanda.

"O que os sauditas queriam nos dizer é que 'estamos fazendo tudo o que podemos... para atender a este problema', mas é um problema complicado", disse Hadley.

E o preço do barril de petróleo bateu novo recorde nesta sexta-feira, chegando US$ 127,82 em Nova York antes de recuar e fechar a US$ 126, 29.

Em Londres, o preço do barril do petróleo tipo do tipo Brent também subiu, chegando aos US$ 125,82.

O novo recorde do preço do petróleo foi registrado em meio às especulações de que a China vai precisar importar mais do produto, o que diminuiria os estoques. E o país também precisaria de mais energia para reconstruir as áreas devastadas pelo terremoto do começo da semana.

Os preços também aumentaram devido à previsão do banco Goldman Sachs, de que o barril de petróleo deve chegar aos US$ 141 nos próximos meses.

 
 
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