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Atualizado às: 29 de setembro, 2007 - 05h39 GMT (02h39 Brasília)
 
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Clérigo radical sírio 'é assassinado' no norte do país
 
O clérigo sírio Sheikh Mahmoud Abu al-Qaqaa, suspeito de recrutar militantes estrangeiros para lutar no Iraque, foi assassinado nesta sexta-feira na cidade de Aleppo, no norte da Síria, segundo seus assessores.

Abu al-Qaqaa, cujo nome verdadeiro era Mahmoud Qul Aghassi, foi morto com vários tiros ao deixar uma mesquita depois das preces de sexta-feira.

De acordo com os assessores de Abu al-Qaqaa, o atirador tentou fugir do local após o crime, mas foi perseguido por uma multidão e acabou preso.

Segundo a correspondente da BBC Kim Ghattas, que já entrevistou Abu al-Qaqaa, ele era um clérigo sunita carismático com milhares de seguidores islâmicos radicais na Síria.

Depois da invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003, seus sermões antiamericanos passaram a atrair um enorme público, e sua reputação se espalhou rapidamente, afirma Ghattas.

A correspondente diz que assassinatos não são comuns na Síria e que há várias versões sobre os motivos da morte do clérigo, algumas contraditórias.

"Agente"

Um dos assessores do clérigo disse à agência de notícias Associated Press que ele foi morto por "terroristas" devido a suas "posições nacionalistas".

Outro assessor, Sheikh Samir Abu Khashbeh, disse que ouviu do atirador que ele havia matado o clérigo "porque era um agente dos americanos".

"Aquele que executou o assassinato era um prisioneiro das forças americanas no Iraque e havia sido libertado alguma tempo atrás", disse Abu Khashbeh. "Nós o conhecemos."

Em junho de 2006, foram encontrados com um grupo de militantes mortos em uma tentativa de atentado na capital da Síria, Damasco, alguns CDs com sermões de Abu al-Qaqaa. Nesses sermões, o clérigo dizia que as forças americanas no Oriente Médio deveriam ser "abatidas como gado".

Depois desse incidente, o clérigo negou que tivesse incentivado os sírios a ir à guerra no Iraque.

Entre os rumores, também há o de que Abu al-Qaqaa era um agente do governo sírio e mantinha as autoridades informadas sobre as atividades de seus companheiros "jihadistas".

No último ano, desde que foi indicado pelo governo sírio para dirigir uma escola religiosa, Abu al-Qaqaa vinha mantendo um comportamento mais discreto e não criticava abertamente os Estados Unidos.

O governo da Síria ainda não fez declarações oficiais sobre a morte do clérigo.

 
 
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