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Atualizado às: 16 de janeiro, 2007 - 06h03 GMT (04h03 Brasília)
 
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Governador de Cochabamba aceita desistir de plebiscito
 
Manifestantes em Cochabamba
Confrontos em Cochabamba já deixaram dois mortos
O governador do departamento boliviano de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, disse que pode desistir de realizar um novo plebiscito para definir se os eleitores querem ou não a autonomia do departamento (Estado).

A proposta de realização do referendo provocou protestos violentos por parte dos apoiadores do presidente Evo Morales, que já causaram duas mortes e feriram dezenas de pessoas na última semana.

Refugiado no departamento de Santa Cruz, segundo ele devido à perseguição que vem sofrendo em Cochabamba, Reyes Villa afirmou que, no momento, não pretende levar adiante a idéia de um novo referendo.

Disse também que, apesar das garantias recebidas, não iria a Cochabamba negociar, como foi pedido por líderes de movimentos sociais.

O governador afirmou que não se preocupa com a sua segurança, mas disse que sua presença poderia instigar a violência e afetar a população.

La Paz

Nesta segunda-feira, as manifestações se intensificaram em La Paz, com a interrupção do trânsito entre as cidades de El Alto e La Paz.

Movimentos sociais decidiram dar um prazo de 48 horas para que o governador de La Paz, José Luiz Paredes, renuncie ao cargo.

Paredes anunciou que, com outros governadores de oposição, havia resolvido que caso um deles renunciasse, todos os outros o seguiriam e o presidente Evo Morales teria de fazer o mesmo.

Autonomia

Reyes Villa é um dos muitos governantes bolivianos que estão exigindo mais autonomia e uma maior independência do governo central.

Como em julho do ano passado já foi realizado referendo neste sentido, e seus moradores votaram pelo “não” à proposta de independência administrativa, econômica e política do governo central, a intenção do governador de realizar um novo referendo provocou a revolta dos seguidores do presidente Morales, que iniciaram os protestos exigindo a renúncia de Reyes Villa.

O governo de Morales responsabiliza Reyes Villa pela crise política.

 
 
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