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Atualizado às: 20 de dezembro, 2006 - 17h54 GMT (15h54 Brasília)
 
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Bush prevê mais 'sacrifícios' no Iraque em 2007
 
O presidente americano George W. Bush
Bush confirmou que estuda enviar mais tropas ao Iraque
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta quarta-feira que 2006 foi um "ano difícil" para as forças americanas e para o povo iraquiano, e acrescentou que a situação no Iraque vai exigir "escolhas difíceis e sacrifícios adicionais" no ano que vem.

Durante entrevista coletiva em Washington, Bush reconheceu que os ataques de insurgentes frustraram as tentativas americanas para estabilizar o Iraque, mas disse que a "segurança dos cidadãos exige" que os esforços sejam mantidos.

O presidente americano reafirmou que os Estados Unidos vão fazer o possível para ajudar o governo iraquiano a administrar o país.

Bush confirmou também que pensa em fortalecer as forças militares americanas.

"Doloroso"

Durante a coletiva, Bush admitiu que as mortes de soldados americanos foram o "aspecto mais doloroso" da decisão dos Estados Unidos de invadir o Iraque.

"O aspecto mais doloroso da minha presidência tem sido saber que bons homens e mulheres morreram em combate", disse. "Leio sobre isso todas as noites. Meu coração se parte por uma mãe, pai, marido, esposa, filho ou filha."

O presidente americano garantiu, no entanto, que não tem dúvidas de que tomou a decisão correta em relação ao Iraque.

"Sei que é a decisão certa para os Estados Unidos permanecer engajado, assumir a liderança, lidar com esses radicais e extremistas e ajudar a apoiar jovens democracias", afirmou.

Aumento militar

Sobre o fortalecimento das Forças Armadas, Bush confirmou que está "inclinado a acreditar" que o país precisa "aumentar o tamanho permanente do Exército e dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos."

O presidente americano afirmou ter pedido ao novo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, que verifique como colocar a medida em prática.

De acordo com o presidente americano, os Estados Unidos enfrentam uma grande batalha contra extremistas e, por isso, é importante que as forças americanas tenham a capacidade de lutar por um longo período.

"Temos a obrigação de garantir que nossos militares sejam capazes de sustentar essa guerra durante uma longa jornada, realizando as muitas tarefas que pedimos a eles", disse Bush.

 
 
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