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Atualizado às: 27 de outubro, 2006 - 16h37 GMT (13h37 Brasília)
 
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Irã ignora pressões e aciona mais centrífugas nucleares
 
Funcionários já teria injetado gás em uma instalação perto de Isfahan
Funcionários já teria injetado gás em uma instalação perto de Isfahan
A agência de notícias semi-oficial iraniana Isna informou nesta sexta-feira que o país ativou um segundo grupo de centrífugas - máquinas usadas para fabricar urânio enriquecido -, apesar da pressão da comunidade internacional para que o país paralisasse seu programa nuclear.

A agência indicou que o país tem agora mais de 300 centrífugas nucleares em operação - cerca de 10% do total necessário para enriquecer urânio em escala industrial.

O Conselho de Segurança da ONU está analisando a possibilidade de adotar sanções contra o Irã, depois que o país desrespeitou um prazo que ia até agosto para paralisar o enriquecimento.

O governo iraniano ainda não convenceu os Estados Unidos e outros países ocidentais de que seu programa nuclear tem, como afirma, fins pacíficos, e não o de desenvolver armas nucleares.

Gás

De acordo com a correspondente da BBC em Teerã Francis Harrison, o primeiro grupo de centrífugas, com um total de 164 máquinas, foi colocado em operação em fevereiro na fábrica de enriquecimento de urânio de Natanz.

Um gás, o hexafluoreto de urânio, é injetado nas centrífugas, que fazem o enriquecimento até o ponto em que o material pode ser usado como combustível nuclear.

As informações vindas do Irã sugerem que os cientistas injetaram gás no segundo grupo de centrífugas e que a operação gerou um "produto".

A correspondente diz que esse grupo de centrífugas teria sido instalado há duas semanas.

O Irã afirma que tem planos de instalar três mil centrífugas em sua fábrica de combustível nuclear de Natanz até o final de 2006.

Reações

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que a comunidade internacional tem agora que trabalhar mais duro para impedir que o Irã fabrique uma bomba nuclear.

Segundo Bush, é inaceitável que Teerã tenha controle sobre tal armamento.

O presidente francês, Jacques Chirac, disse que sanções devem ser impostas ao Irã se o diálogo com o país não avançar.

Por sua vez, um representante do governo britânico disse que a ativação da segunda leva de centrífugas mostra mais intransigência por parte das autoridades iranianas.

 
 
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