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Atualizado às: 17 de outubro, 2006 - 08h50 GMT (05h50 Brasília)
 
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Coréia do Norte diz que sanções são 'declaração de guerra'
 
Soldados norte-coreanos
Sanções da ONU são "declaração de guerra", segundo Pyongyang
O governo da Coréia do Norte anunciou que as sanções da Organização das Nações Unidas impostas em resposta ao teste nuclear norte-coreano equivalem a uma declaração de guerra, conforme comunicado feito pela TV estatal.

Pyongyang alertou que países que tentarem atacar sua soberania sofrerão “golpes impiedosos”, segundo a agência de notícias KCNA.

Esta é a primeira reação oficial do governo norte-coreano à aprovação das sanções econômicas à Coréia do Norte pelo Conselho de Segurança da ONU no último sábado. As sanções incluem a proibição de comercialização de armamentos e tecnologia de mísseis com o país e o embargo de venda de bens de luxo à Coréia do Norte.

Serviços de inteligência japoneses e sul-coreanos disseram que novas atividades na região onde aconteceu o último teste nuclear levantaram suspeitas de que um segundo teste pode estar sendo preparado pela Coréia do Norte.

Os Estados Unidos confirmaram que a explosão registrada na segunda-feira da semana passada na Coréia do Norte foi mesmo a de um teste nuclear.

'Hostil'

Sanções da ONU
Proibição do comércio de tanques, helicópteros e mísseis, assim de como tecnologia nuclear e de mísseis com a Coréia do Norte.
Inspeção de navios entrando e saindo do país.
Proibição da venda de bens de luxo
Proibição de viagens de pessoas que trabalham em programas de armas e mísseis
Qualquer nova ação futura precisa ser aprovada por resolução da ONU

A Coréia do Norte “denunciou veementemente” o conjunto de sanções da ONU, classificando-o como um “produto da política hostil dos Estados Unidos” contra o país asiático.

“A resolução não pode ser interpretada como outra coisa que não uma declaração de guerra” contra o Norte, diz o comunicado do ministério das Relações Exteriores, que também reafirma o desejo de Pyongyang de obter a paz em uma península livre de armas atômicas.

“Desfecharemos golpes impiedosos contra quem quer que tente atacar a nossa soberania e nosso direito de sobreviver com a desculpa de aplicar uma sanção do Conselho de Segurança da ONU”, diz a nota.

Um oficial da Casa Branca disse que satélites americanos detectaram movimentação suspeita perto do local da explosão de 9 de outubro na Coréia do Norte, mas que não foi possível confirmar se ela estaria relacionada a um segundo teste nuclear.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, alertou fez um alerta a Coréia do Norte, dizendo que um segundo teste só aumentaria o seu isolamento.

 
 
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