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Atualizado às: 25 de julho, 2006 - 13h34 GMT (10h34 Brasília)
 
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Rice pede 'paz duradoura' após ver Olmert e Abbas
 
Ehud Olmert (esquerda) e Condoleezza Rice
Não havia indícios de tensão antes do encontro desta terça-feira
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, se reuniu nesta terça-feira com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para tentar buscar uma saída para o conflito no Líbano e no Oriente Médio.

Em declarações feitas em Ramallah, na Cisjordânia, após sua reunião com Abbas, Rice disse que a única solução para o problema é uma paz sustentável em toda a região.

Abbas, por sua vez, pediu um “cessar-fogo imediato” no Líbano e na Faixa de Gaza após a reunião com Rice.

Antes, no encontro com Olmert em Jerusalém, a secretária de Estado deixou claro que os Estados Unidos desejam uma paz duradoura no Líbano e não apenas o retorno "à trégua instável anterior".

Olmert disse que não haveria nenhuma concessão imediata na ofensiva israelense no Líbano e pediu ao governo libanês para se distanciar do grupo militante Hezbollah. Segundo ele, Israel está apenas se defendendo “contra o terrorismo”.

O premiê disse estar “muito consciente” das necessidades humanitárias dos civis libaneses e disse que Israel trabalharia com os Estados Unidos para tentar solucionar os problemas provocados pelo conflito.

Mortos

Israel deu sinais de que poderia aceitar a presença de uma força internacional de paz fortalecida no sul do Líbano.

Mas, segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Jonathan Beale, há fortes dúvidas em Israel sobre a disposição dessa força em impor sua autoridade sobre o Hezbollah.

O editor para Assuntos Internacionais da BBC John Simpson diz acreditar que Rice disse a Olmert que os EUA vão permitir que Israel continue suas operações por mais tempo.

Antes do encontro com Rice, Olmert disse que Israel não estava em guerra com o povo libanês, mas sim com o Hezbollah e que o país tomaria "medidas mais duras" contra a organização.

Durante a noite, uma família de sete pessoas foi morta na cidade de Nabatiyeh quando um míssil israelense atingiu sua casa.

Cerca de 380 libaneses e 40 israelenses já morreram em 14 dias de conflito.

Ajuda

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo por US$ 150 milhões para fornecer ajuda humanitária ao Líbano, e os Estados Unidos anunciaram seu próprio pacote de auxílio para a população civil no valor de US$ 30 milhões.

O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, disse em Beirute que o dinheiro é necessário para alimentar e abrigar cerca de 800 mil civis afetados pelo conflito.

Segundo Egeland, os recursos deverão auxiliar desabrigados por três meses.

Cerca de US$ 24 milhões foram pedidos pela ONU para a Unicef, o fundo para a infância, para ajudar crianças desabrigadas no Líbano ou que fugiram para a Síria.

Egeland disse que pediu aos israelenses salvo conduto para que navios com finalidade de ajuda humanitária entrem no porto de Trípoli no norte e no porto de Tyre, no sul do Líbano.

O presidente americano George W. Bush ordenou na segunda-feira que helicópteros e navios sigam para o Líbano para levar suprimentos.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que o auxílio deverá começar a chegar ao país na terça-feira.

"É uma iniciativa formulada num reconhecimento de que homens, mulheres e crianças inocentes estão sendo feridos", disse ele. "Isto é uma coisa horrível."

Segundo Snow, os Estados Unidos também estão trabalhando com representantes israelenses e libaneses para abrir corredores humanitários no Líbano.

A União Européia já prometeu US$ 12,6 milhões em ajuda.

 
 
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