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Atualizado às: 05 de abril, 2006 - 12h28 GMT (09h28 Brasília)
 
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Saddam diz que ministério iraquiano 'tortura e mata'
 
Julgamento - suspenso por três semanas - foi retomado
O julgamento de Saddam Hussein recomeçou nesta quarta-feira com o ex-presidente iraquiano acusando o Ministério do Interior e o ministro da pasta de matar e torturar milhares de pessoas.

“É o lugar (o ministério) que mata milhares nas ruas e os tortura”, disse Saddam.

Quando um juiz o repreendeu e pediu que não fizesse comentários políticos, o ex-presidente respondeu: "Você está com medo do ministro do Interior, ele não assusta nem o meu cachorro".

O ministro em questão é o xiita Bayan jabor, que é acusado por alguns grupos de sunitas de apoiar a criação de esquadrões da morte para atacar sunitas.

Saddam, que apareceu sozinho na sala de julgamento, está sendo julgado pelo assassinato de 148 pessoas em Dujail em 1982.

Ele e outros sete acusados podem ser condenados à morte.

Comédia

Há três semanas ele iniciou sua defesa formal atacando o tribunal, que ele disse ser uma "comédia". Após a acusação, o juiz suspendeu os trabalhos por três semanas.

Na terça-feira, novas acusações foram anunciadas contra o ex-presidente iraquiano.

Elas estão relacionadas à campanha militar contra os curdos no norte do país, na qual 180 mil pessoas teriam morrido.

A acusação pelos assassinatos em Dujail e a de genocídio serão julgadas separadamente.

Assinaturas

Saddam exigiu no tribunal de Bagdá que um organismo internacional examine as assinaturas que aprovaram a sentença de morte dos acusados de organizar o seu assassinato em Dujail.

Ele havia admitido anteriormente que determinou a realização do julgamento em que os acusados foram sentenciados à morte, mas afirmava que sua conduta era legal.

Alguns dos outros acusados tinham afirmado que suas assinaturas eram forjadas.

Ao acusar o ministro do Interior, Saddam Hussein está tentando representar a população sunita iraquiana, na avaliação do repórter da BBC John Simpson, em Bagdá. Sunitas sentem-se frustrados pelas ações do governo xiita, afirma o repórter.

Saddam também acusou testemunhas apresentadas no julgamento de terem sido subornadas.

Todos os acusados negam as acusações.

 
 
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