70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
 
Atualizado às: 17 de fevereiro, 2006 - 12h07 GMT (10h07 Brasília)
 
Envie por e-mail Versão para impressão
Paquistão prende líderes para impedir protestos
 
Patrulhas nas principais cidades estão impedindo novos protestos
O líder de um grupo radical islâmico foi preso no Paquistão para impedir que ele lidere protestos depois das orações desta sexta-feira.

Hafiz Mohammed Saeed estava planejando mais um protesto contra a publicação das charges que satirizam o profeta Maomé.

Mais de 100 pessoas foram presas e a polícia confirmou que aumentou as patrulhas em grandes cidades, além de fechar escolas e universidades para dispersar estudantes dispostos a participar de manifestações.

Manifestações violentas vêm ocorrendo esta semana e pelo menos cinco pessoas morreram até agora.

Publicação

As charges, publicadas primeiro em um jornal dinamarquês em setembro e recentemente em outros jornais ocidentais, provocaram a onda de protestos.

A Polêmica das Charges
30 de setembro de 2005: Jornais publicam as charges
20 de outubro: Embaixadores muçulmanos reclamam junto ao primeiro-ministro dinamarquês
10 de janeiro de 2006: Publicações norueguesas republicam as charges
31 de janeiro de 2006: Jornais dinamarqueses se desculpam
1º de fevereiro de 2006: Jornais na França, na Alemanha, na Itália e na Espanha republicam as charges
4-5 de fevereiro de 2006: Embaixadas dinamarquesas em Damasco e Beirute são atacadas
6-12 de fevereiro de 2006: Doze pessoas são mortas no Afeganistão quando forças de segurança reprimem os protestos
13-15 de fevereiro de 2006: Protestos violentos irrompem no Paquistão

Segundo a tradição islâmica, Allah e o profeta Maomé não podem ser retratados.

Um porta-voz de Saeed disse que vários policiais o colocaram em prisão domiciliar na manhã desta sexta-feira.

Ele havia programado um sermão na cidade de Lahore antes de liderar um protesto na cidade de Faisalabad.

O ministro da Informação, Sheikh Rachid disse que "o governo não vai permitir interrupção da paz e da ordem na sociedade".

Violência

Na quinta-feira centenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação pacífica em Karashi. Mas na quarta-feira três pessoas morreram em protestos no país.

Nos protestos do dia 15 lojas foram atacadas em Peshawar, uma lanchonete da rede americana KFC foi incendiada e um escritório de uma empresa de telefonia celular norueguesa também sofreu ataques.

Houve violência também no noroeste do país, perto da fronteira com o Irã e os estudantes tomaram as ruas de Lahore, apesar de protestos públicos estarem proibidos.

O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, condenou a publicação das charges há duas semanas.

Correspondentes afirmam que muitos dos alvos atacados no Paquistão não tem relação com as charges e as manifestações têm sido uma demonstração de força pelos partidos islâmicos de linha dura.

 
 
Primeira impressão
Livro explica cicatrizes da guerra e feridas da paz no Oriente Médio.
 
 
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ONU e UE pedem calma a muçulmanos
08 de fevereiro, 2006 | Notícias
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
 
Envie por e-mail Versão para impressão
 
Tempo | Sobre a BBC | Expediente | Newsletter
 
BBC Copyright Logo ^^ Início da página
 
  Primeira Página | Ciência & Saúde | Cultura & Entretenimento | Vídeo & Áudio | Fotos | Especial | Interatividade | Aprenda inglês
 
  BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
 
  Ajuda | Fale com a gente | Notícias em 32 línguas | Privacidade