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Atualizado às: 26 de abril, 2005 - 14h39 GMT (11h39 Brasília)
 
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Síria confirma à ONU que completou retirada do Líbano
 
Soldados sírios
Síria chegou a manter 40 mil soldados no país vizinho
A Síria retirou nesta terça-feira seus últimos soldados do território libanês, encerrando uma presença militar no país vizinho que durou 29 anos.

As autoridades sírias enviaram uma carta à ONU anunciando oficialmente que "todas as forças militares e de segurança posicionadas no Líbano voltaram para a Síria hoje".

Uma cerimônia no Vale do Bekaa marcou o fim da retirada. Realizada em uma base aérea libanesa, ela contou com a participação dos últimos 200 soldados sírios que continuavam no Líbano, além de contingentes do Exército libanês.

Os soldados sírios gritaram frases em apoio ao presidente Bashar al-Assad, e alguns receberam medalhas.

Um correspondente da BBC no Líbano disse que a retirada representa o início de uma nova era para o país, e também inaugura um capítulo na história da Síria, cuja influência regional pode diminuir bastante.

O primeiro-ministro interino libanês, Najib Mikati, afirmou que "uma nova era política nas relações entre nossos dois países irmãos" começou.

O cristão maronita Pierre Gemayel, deputado de oposição, disse: "Consideramos este o primeiro passo rumo à recuperação da soberania total e real do Líbano".

Atentado

A Síria manteve tropas no Líbano durante 29 anos, desde que, em 1976, inverveio na guerra civil que assolava o país.

Em seu auge, a presença militar síria em território libanês chegou a 40 mil soldados.

Desde fevereiro, quando foi assassinado o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, a Síria tem estado sob forte pressão para encerrar seu envolvimento no Líbano.

Muitos libaneses acreditam que os sírios tiveram alguma participação no atentado, o que o país nega.

O chefe do serviço de inteligência militar da Síria no Líbano, general Rustom Ghazaleh, foi visto deixando o país na segunda-feira.

Mas ele voltou ao Líbano na terça-feira para participar da cerimônia no Vale do Bekka.

A retirada síria acontece antes do prazo de 30 de abril estipulado pela resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU – que exige a retirada de todas as tropas não-libanesas do país e o desarmamento de mílicias (formulação que é uma referência ao grupo xiita apoiado pela Síria Hizbollah).

Uma equipe da ONU vai avaliar se a Síria realmente completou a sua retirada como afirma. Depois disso, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, deve apresentar um relatório sobre a implementação da resolução 1559.

 
 
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