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Atualizado às: 11 de março, 2005 - 13h28 GMT (10h28 Brasília)
 
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Comissão britânica pede que ajuda à África seja dobrada
 
Crianças em um mercado de Gana
A comissão quer diminuir a pobreza africana
A Comissão para a África, um grupo criado em 2004 pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair, pediu às nações mais ricas do mundo que dobrem a ajuda ao continente para US$ 50 bilhões por ano ao longo da próxima década.

O relatório final da comissão, divulgado nesta sexta-feira em Londres, também pede aos líderes africanos que erradiquem a corrupção e promovam melhores governos.

A comissão também quer que barreiras alfandegárias contra produtores africanos sejam suspensas e que as dívidas dos países mais pobres sejam canceladas.

O primeiro-ministro britânico Tony Blair disse que a redução da probreza africana seria o “desafio fundamental de nossa geração”.

Meio chiclete

“A África pode mudar para melhor e o relatório mostra isso”, disse Blair durante a conferência de lançamento do relatório.

O cantor Bob Geldof, um dos membros da comissão, disse à BBC que a diferença em relação a relatórios anteriores é que este contaria com o apoio de pessoas que estão no poder em alguns dos países mais ricos do mundo.

“Esperamos que esses objetivos possam ser transformados em ações reais”, disse ele.

“Isso redefiniria o relacionamento desigual entre os países desenvolvidos e a África.”

Geldof diz que colocar as recomendações do relatório em prática custaria ao cidadão dos países desenvolvidos o equivalente a meio chiclete por dia.

Corrupção

O relatório de 400 páginas recomenda que a ajuda se concentre na Saúde, com ênfase no combate à Aids, e no financiamento de escolas públicas.

Existe uma nova cobrança para o financiamento do ensino superior para o treinamento dos trabalhadores necessários para economias em desenvolvimento.

O relatório também traz propostas radicais sobre a corrupção.

Ao mesmo tempo em que a África precisa fazer sua parte, garantindo governos melhores e mais transparentes, o relatório pede ao mundo desenvolvido que assuma um papel maior em policiar os pagamentos corruptos para estadistas africanos que são depositados em bancos europeus.

A comissária Anna Tibaijuka disse, recentemente, que “para cada corrupto, é preciso existir um corruptor”.

O relatório também pede para que existam regras mais duras para impedir a venda de armas para países em conflito.

 
 
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