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Atualizado às: 17 de fevereiro, 2005 - 18h48 GMT (16h48 Brasília)
 
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Favorito para premiê do Iraque defende papel da lei islâmica
 
Ibrahim Jaafari
Jaafari é médico e era pouco conhecido nos meios políticos
Um dos principais candidatos xiitas ao cargo de primeiro-ministro do Iraque, o líder do Partido Daawa, Ibrahim Jaafari, disse que o Islamismo deveria se tornar a religião oficial do país, pois a maioria dos iraquianos é muçulmana.

Em declaração ao canal de televisão árabe Al-Arabiya, Jaafari também afirmou que a sharia (lei islâmica) deveria ser uma das fontes da futura legislação iraquiana, o que promete ser uma das questões mais delicadas e potencialmente polêmicas na formulação da nova Constituição do país.

Concordar com uma nova Constituição é uma das principais tarefas da nova Assembléia Nacional.

Daawa

O médico de 58 anos apareceu na dianteira para o cargo mais poderoso no governo de transição – o de primeiro-ministro.

Ele é o candidato favorito da lista xiita que venceu as eleições históricas no Iraque, embora a escolha tenha que ser aprovada pelo conselho da Presidência que ainda tem que ser formado.

O Daawa é um dos movimentos islamistas xiitas mais antigos no Iraque, e lutou uma campanha sangrenta contra o regime de Saddam Hussein, na década de 70.

Nas eleições ele se apresentou como uma das principais figuras na lista xiita, a Aliança Iraquiana Unida, com o apoio do influente clérigo xiita aiatolá Ali Sistani.

A vantagem de Jaafari como primeiro-ministro seria sua postura unificadora, com seu desejo de trazer os árabes sunitas para o jogo democrático depois de sua ausência generalizada nas urnas.

Jaafari também trabalharia para satisfazer a sede curda por autonomia sem prejudicar a integridade do país.

E o político xiita diz que acredita que um conflito sectário é improvável porque a maioria dos iraquianos quer coexistência.

Jaafari não parece favorecer políticas radicais em evidência em algumas partes do mundo muçulmano - onde o Islã é usado para justificar a proibição de mulheres na condução de veículos, ao voto ou à entrada em determinadas áreas dominadas por homens.

Mas alguns de seus críticos dizem que ele tem ligações secretas com radicais iranianos, e temem que ele busque um sistema de governo semelhante com base teológica.

 
 
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