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Atualizado às: 31 de janeiro, 2005 - 15h33 GMT (13h33 Brasília)
 
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Relatório da ONU sobre Darfur não fala em genocídio, diz Sudão
 
Refugiadas em Darfur, no Sudão
Conflito já deixou mais de 1,5 milhão de refugiados em Darfur
O ministro das Relações Exteriores do Sudão, Mustafa Osman Ismali, disse nesta segunda-feira que o relatório que a ONU prepara sobre o conflito em Darfur não classifica a crise de genocídio.

"Temos uma cópia desse relatório e eles não disseram que há um genocídio", disse Mustafa Osman Ismail.

O documento foi enviado ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, mas ainda não foi divulgado.

Ao ser questionado se houve genocídio no Sudão, Annan disse que "independentemente de como a comissão descreve o que está acontecendo no Sudão, não há dúvida de que sérios crimes foram cometidos".

Annan ainda acrescentou que o relatório será publicado em breve.

Sanções

No domingo, durante uma reunião de cúpula da União Africa, na Nigéria, Annan declarou que "uma ação tem que ser tomada" para encerrar o conflito.

"O Conselho já considerou as sanções e não avançou devido a algumas divisões. Mas acho que as sanções devem continuar na mesa de negociação".

Os Estados Unidos vinham dizendo que um genocídio estava sendo cometido e fazem lobby por uma resolução da ONU que inclua a ameaça de sanções contra o Sudão.

Tentativas anteriores de ameaçar o Sudão com sanções foram bloqueadas pela China, que tem interesses no petróleo do Sudão, e pela Rússia, que é acusada de vender armas ao governo, segundo a ONG Human Rights Watch.

Encontro

A agência de notícias Associated Press afirmou nesta segunda-feira que o governo sudanês e representantes dos rebeldes concordaram em se reunir na Nigéria em fevereiro para discutir um acordo de paz.

Mais de 70 mil pessoas morreram e mais de 1,5 milhão tiveram de abandonar suas casas nos últimos dois anos devido ao conflito entre rebeldes e milícias árabes apoiadas pelo governo.

Os Estados Unidos e grupos de defesa dos direitos humanos acusam o governo do Sudão de apoiar milícias árabes que cometeram atrocidades, como assassinato sistemático e estupro em massa contra africanos de Darfur.

O governo do Sudão nega apoiar as milícias Janjaweed e acusa os rebeldes de terem iniciado o conflito.

Na semana passada, cerca de cem pessoas foram mortas em um ataque aéreo em um vilarejo em Darfur. A Força Aérea sudanesa foi acusada pelas agências de ajuda humanitária pelo bombardeio.

O conflito no Sudão é um dos principais temas da reunião dos líderes africanos na Nigéria – a União Africana tem cerca de 1,4 mil soldados, observadores e monitores militares em Darfur, tentando fazer com que os dois lados respeitem o cessar-fogo assinado em abril passado.

 
 
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