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Atualizado às: 22 de novembro, 2004 - 10h01 GMT (08h01 Brasília)
 
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Ruanda critica plano da ONU de desarmar rebeldes
 
Ruanda
Cerca de 800 mil morreram no genocídio em Ruanda
O presidente de Ruanda, Paul Kagame, criticou as táticas da ONU para desarmar rebeldes na República Democrática do Congo.

Em entrevista à BBC, Kagame disse que o plano da entidade de promover um desarmamento voluntário na república africana não irá surtir efeito.

O presidente acusa os rebeldes de etnia hutu de terem praticado genocídio contra a população tutsi de Ruanda, em 1994.

Em abril de 1994, milícias extremistas hutu e integrantes do Exército ruandês começam o massacre sistemático de tutsis, matando, em cem dias, cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados.

Após uma ofensiva militar tutsi, que pôs fim à ação dos genocidas, muitos rebeldes hutus se refugiaram na República Democrática do Congo (então conhecida como Zaire).

A atuação de rebeldes no Congo e a dura postura adotada contra eles pelo governo de Ruanda estão entre as mais sérias ameaças à estabilidade no centro da África.

O Congo e Ruanda já travaram combates armados por diversas vezes, devido à atuação de rebeldes na fronteira entre os dois países.

Portas fechadas

Durante um encontro a fechadas com representantes do Conselho de Segurança da ONU Paul Kagame teria afirmado que "para se alcançar a paz, é preciso ir à guerra".

A posição do presidente pode ser muito perigosa para a região. Ao afirmar que a ONU não conseguirá desarmar os rebeldes, ele sugere que Ruanda, que tem um dos mais poderosos Exércitos da região, poderá fazer o desarmamento por meio da força.

Representantes do Conselho de Segurança da ONU estão em viagem oficial ao centro da África para tentar pôr fim à uma década de genocídio e conflito armado que já matou pelo menos 4,5 milhões de pessoas na área.

As forças de paz da ONU no Congo vem fiscalizando o processo de desarmamento atrávés de patrulhas à área onde estão abrigados os rebeldes da ONU.

 
 
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