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Atualizado às: 27 de agosto, 2004 - 15h45 GMT (12h45 Brasília)
 
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Militantes xiitas deixam santuário em Najaf
 
Santuário do imã Ali em Najaf
Iraquianos vieram de todo o país para o santuário
O acordo de paz parece estar surtindo efeito em Najaf, no Iraque, com a saída dos rebeldes xiitas da mesquita do imã Ali e a retirada das forças americanas.

O líder da revolta, o clérigo radical Moqtada al-Sadr, já teria, inclusive, entregue as chaves da mesquita.

O acordo foi mediado pelo principal líder xiita do Iraque, o aiatolá Ali Sistani, para pôr fim a três semanas de violência.

A cidade amanheceu em paz nesta sexta-feira, quando milhares de peregrinos rumaram para a mesquita.

Iraquianos vieram de todo o país, atendendo ao chamado de Sistani.

Alguns choraram e beijaram as paredes do santuário ao entrar na mesquita.

Acordo de paz

De manhã, alto-falantes do santuário ainda transmitiam mensagens pedindo às milícias que depusessem suas armas e deixassem o local, conforme previsto no acordo.

Várias armas foram deixadas no local, dentro de carrinhos, e os rebeldes se misturaram à população de Najaf ao deixar a mesquita no início da tarde, com o fim das orações.

Mas segundo um repórter da agência de notícias AFP, alguns dos combatentes levaram fuzis kalashnikovs embalados em plástico para casa, e armas mais pesadas embaladas em sacos de lona foram escondidas em algumas casas na cidade velha.

O acordo foi fechado na quinta-feira à noite, depois do retorno do aiatolá Ali Sistani à cidade.

Aiatolá Ali Sistani e clérigo Moqtada al-Sadr
Acordo foi fechado entre o aiatolá Ali Sistani e o clérigo xiita Moqtada al-Sadr

Segundo o correspondente da BBC em Najaf, Alastair Leithead, as forças americanas começaram a se retirar da área em torno do santuário. Segundo o acordo de paz, elas têm que deixar a cidade.

Quando a violência começou, Sistani estava em Londres para tratamento médico.

O acordo negociado com Moqtada al-Sadr foi recebido pelo governo interino em Bagdá como uma "grande vitória".

Um porta-voz do governo interino, Qassen Daoud, disse que os seguidores de Al-Sadr são convidados a integrar o processo político e que o clérigo vai permanecer em liberdade.

Para o correspondente, o acordo não deixou ninguém desmoralizado.

Ele deu aos militantes do Exército de Mehdi, de Al-Sadr, a oportunidade de retornar à vida civil, misturando-se à multidão ao sair do santuário.

Al-Sadr se reuniu pessoalmente com o aitolá Ali Sistani para negociar o acordo, escapando da casa do líder xiita enquanto repórteres lutavam para entrevistar o porta-voz de Sistani.

Cautela

O Departamento de Estado americano disse que os termos exatos do acordo ainda não estão claros, mas que os soldados vão respeitar a trégua de 24 horas decretada após a chegada de Sistani.

"Nossas forças vão respeitar o cessar-fogo decretado pelo primeiro-ministro Iyad Allawi enquanto esperamos o resultado dos esforços do governo iraquiano para restabelecer a ordem e a autoridade do governo em Najaf", disse a porta-voz Darla Jordan.

A crise em Najaf começou com choques entre forças lideradas pelos Estados Unidos e milícias fiéis a Moqtada al-Sadr perto da casa dele na cidade. Nenhum dos lados admite ter começado.

As forças do governo iraquiano e dos Estados Unidos avançaram em direção ao santuário de imã Ali, mas não chegaram a atacar o local diretamente.

Estima-se que centenas de pessoas tenham morrido ou ficado feridas nos confrontos.

 
 
Aiatolá Ali SistaniAnálise
Acordo de Najaf envolve luta pelo poder entre xiitas.
 
 
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