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Atualizado às: 08 de julho, 2004 - 10h54 GMT (07h54 Brasília)
 
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Kirchner agravou tensão com Brasil, diz 'La Nacion'
 
Imprensa
O diário argentino La Nacion destaca nesta quinta-feira o que chama de "mal-estar" gerado por uma declaração do presidente argentino, Néstor Kirchner, para a delegação brasileira que participa da reunião do Mercosul, em Puerto Iguazú, na Argentina.

Segundo o jornal, a tensão já existente entre os dois países devido à adoção de medidas protecionistas pela Argentina contra eletrodomésticos brasileiros foi agravada quando Kirchner disse que o Mercosul não serve "para que um só país se beneficie".

O jornal afirma que o líder argentino "potencializou" o clima negativo entre os dois países "ao acrescentar que a Argentina cogita ampliar as restrições a outros produtos, como os têxteis".

De acordo com a publicação, desde que se conheceram, Kirchner e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm promovido um equilíbrio entre uma "amizade política e diversos sobressaltos e receios na relação comercial".

O La Nacion disse que membros da comitiva de Kirchner reconheceram que, "irremediavelmente, o conflito passou a ser o tema central da reunião".

''Problemas estruturais”

Com o título Desequilíbrios no Mercosul, um editorial de outro jornal argentino, o Clarín, diz que a decisão argentina de impor restrições a produtos brasileiros "deixa claro problemas conjuntarais, mas também velhos problemas estruturais no Mercosul e no sistema produtivo local".

De acordo com o jornal, a relação econômica entre os dois países se "reverteu ultimamente", entre outros fatores, porque a recuperação “da economia Argentina provocou uma forte demanda de importações, inclusive as do Brasil".

O Clarín acrescenta que "por outro lado, a economia brasileira está se movendo a um ritmo lento, o que diminuiu suas importações e aumentou o estoque da indústria (local), que precisa escoar produtos para o exterior".

Blair

Dois dos principais jornais britânicos usam manchetes ligadas a diferentes declarações do primeiro-ministro Tony Blair.

O Daily Telegraph diz que o premiê reconheceu ser um "escândalo" que uma em cada quatro crianças abandone o ensino primário na Grã-Bretanha sem saber ler ou contar direito.

De acordo com o diário, "sete anos após ter chegado ao poder prometendo que a educação seria uma alta prioridade", Blair admitiu que resultados de testes no ensino primário sofreram uma queda de 50%.

Já o Times informa que o primeiro-ministro Tony Blair "apóia uma revisão" da lei de aborto na Grã-Bretanha, que reduziria à metade o prazo para a realização de abortos.

No país, o limite para a realização de abortos é de 24 semanas.

Segundo o jornal, Blair disse que precisavam ser levadas em conta recentes experiências que atestam que o feto já é capaz de ações, como chupar o dedo, após 14 semanas de gestação, ou sorrir, depois de 22 semanas.

 
 
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