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Atualizado às: 29 de junho, 2004 - 12h21 GMT (10h21 Brasília)
 
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Perfil: Negroponte, embaixador dos EUA no Iraque
 
John Negroponte
Negroponte comandará a maior embaixada dos EUA no mundo
John Negroponte foi o homem que liderou o esforço diplomático dos Estados Unidos no caminho para a invasão do Iraque em 2003.

Mas sua próxima missão, a de comandar a primeira embaixada americana no Iraque em uma década, pode se mostrar uma tarefa ainda mais difícil.

O diplomata será responsável pelo trabalho de 3 mil funcionários, que vão formar a maior representação diplomática dos Estados Unidos fora do país.

Alguns analistas acreditam que, pela grandeza do posto e pela permanência dos Estados Unidos em alguns pontos-chaves da administração iraquiana, Negroponte vai ter amplos poderes.

Pai magnata

Nascido em Londres em 1939, filho de um magnata grego, Negroponte passou a infância entre a Grã-Bretanha, a Suíça e os Estados Unidos.

Ele estudou na exclusivíssima Exeter Academy e se formou na conceituada Universidade de Yale.

Negroponte iniciou sua carreira como diplomata em 1960 e ascendeu rapidamente, conseguindo sua primeira importante posição no Vietnã.

Lá, aprendeu a língua local tão bem que o então secretário de Estado, Henry Kissinger, o escolheu para liderar negociações secretas em nome do presidente Richard Nixon.

América Central

Em seguida, Negroponte foi embaixador em Honduras, enquanto o presidente Ronald Reagan tentava guerrear contra os sandinistas na vizinha Nicarágua.

Negroponte foi acusado de fornecer armas aos rebeldes nicaraguenses e de ignorar as denúncias de torturas e assassinatos supostamente cometidos pelo governo militar hondurenho.

Depois, serviu como embaixador no México e nas Filipinas, e deixou o serviço diplomático em 1996.

'Pistola'

Quando o presidente George W. Bush foi buscá-lo para representar os Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU, Negroponte era o vice-presidente para mercados globais do grupo financeiro McGraw-Hill.

Na época, o então senador democrata John Kerry, agora candidato à Presidência americana, disse que a atuação de Negroponte na América Central deveria ser revista "cuidadosamente".

Larry Birns, do Conselho de Assuntos do Hemisfério, foi além e o definiu como a "pistola de Reagan".

Mas o Senado aprovou sua indicação e ele já era o representante americano no Conselho de Segurança quando os Estados Unidos ganharam apoio para a guerra contra o Afeganistão, em 2001.

Suas tentativas de conseguir a aprovação do Conselho para uma resolução que ratificasse o uso da força no Iraque falharam, e os Estados Unidos partiram para a guerra sem aquilo que muitos viam como a única coisa que a tornava legítima.

Mas Negroponte foi elogiado por aqueles com quem trabalhou, até mesmo pelo secretário-geral da ONU, Koffi Annan, que o definiu como "um profissional fora de série, um grande diplomata e um ótimo embaixador".

Negroponte é casado com Diana Villiers, com quem tem cinco filhos.


 
 
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