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Atualizado às: 10 de junho, 2004 - 01h28 GMT (22h28 Brasília)
 
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G-8 adota proposta para 'reformar' Oriente Médio
 
Os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da Rússia, Vladimir Putin, na reunião do G-8 na Geórgia
O encontro de cúpula do G-8 termina nesta quinta-feira na Géorgia
Os líderes dos países do G-8 (os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) aprovaram nesta quarta-feira a adoção de um documento que propõe uma parceria para dar apoio a reformas no Oriente Médio e no norte da África.

A proposta estabelece a união dos oito países para estimular as mudanças nas áreas política, social e cultural e econômica, e cita a importância de uma solução para a tensão entre árabes e israelenses a fim de que os esforços por reformas na região sejam bem-sucedidos.

“Nós reafirmamos que um acordo justo, abrangente e duradouro para o conflito árabe-israelense, inclusive no tocante à Síria e ao Líbano, precisa ser condizente com as resoluções relevantes da ONU”, diz o texto da proposta, divulgado pelo G-8.

A declaração aprovada é uma versão modificada do documento original, preparada pelos Estados Unidos, que não agradou a alguns países árabes e europeus.

Polêmica

De acordo com Jill McGivering, correspondente da BBC que está acompanhando a reunião do G-8 no Estado americano da Geórgia, a aprovação do plano de ação para o Oriente Médio era uma prioridade para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, nesta reunião.

A correspondente disse que um ponto-chave da proposta original que desagradou a líderes de alguns países, como a França, foi a ausência de referências à importância do conflito entre israelenses e palestinos – algo que foi mudado na versão final.

Países e líderes do G-8, reunidos na Geórgia
George W. Bush (Estados Unidos)
Paul Martin (Canadá)
Vladimir Putin (Rússia)
Tony Blair (Grã-Bretanha)
Silvio Berlusconi (Itália)
Gerhard Schröder (Alemanha)
Jacques Chirac (França)
Junichiro Koizumi (Japão)

Alguns países árabes também viram o plano discutido pelo G-8 como uma possível agenda de mudanças a ser imposta de fora, por Washington ou pelo grupo, no que poderia ser uma interferência nos assuntos internos desses países.

Mas o documento também procura deixar claro que o plano não tem esse objetivo, ao dizer que “reformas bem-sucedidas dependem dos países da região, e mudanças não devem e não podem ser impostas de fora”.

A proposta do G-8 diz que será formado um “fórum para o futuro” da região, que terá o objetivo de “estabelecer uma base em nível ministerial, juntando o G-8 e ministros do Exterior, da área econômica e outras para uma discussão contínua, com líderes empresariais e da sociedade civil participando em diálogos paralelos.

Também foi anunciado o lançamento de iniciativas concretas para desenvolver os países do Oriente Médio, incluindo o projetos de microfinanciamento; projetos de treinamento para ajudar jovens empreendedores, especialmente mulheres, e também um programa de alfabetização.

Quanto ao Iraque, a proposta salienta o apoio dos países do G-8 ao governo interino soberano, que deve assumir o poder em 30 de junho e “faz um apelo para que outros (países) apóiem a revitalização econômica do Iraque, concentrando-se em projetos prioritários identificados pelo governo interino”.


 
 
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