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Atualizado às: 22 de abril, 2004 - 22h50 GMT (19h50 Brasília)
 
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Países islâmicos querem enviar tropas ao Iraque
 
Abdullah Ahmad Badawi, primeiro-ministro da Malásia
No encontro, o primeiro-ministro da Malásia disse que a situação no Oriente Médio é "alarmante"
Representantes de países islâmicos, reunidos em um encontro na Malásia, pediram nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que dê a eles autorização para enviar tropas ao Iraque.

Cerca de 20 países, entre eles o Paquistão, a Malásia e a Indonésia, prometeram enviar soldados assim que as Nações Unidas lhes dêem um mandato nesse sentido.

O primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Ahmad Badawi, disse que a situação no Iraque está cada vez pior e pediu que fosse concedido à ONU um papel central no país.

A questão do Oriente Médio também foi discutida, e os representantes aprovaram uma declaração condenando os planos do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, para a crise na região, e o apoio dado a ele pelo presidente americano, George W. Bush.

“Alarmante”

O plano de Sharon prevê que Israel mantenha o controle de assentamentos-chave na Cisjordânia, e a declaração diz que as propostas israelenses vão contra o plano de paz internacional para o Oriente Médio.

O documento assinado pelos países islâmicos afirma ainda que ninguém tem o direito de fazer concessões a Israel ou negociar em nome dos palestinos.

Na abertura do encontro, Badawi afirmou que a situação no Oriente Médio se tornou "extremamente alarmante".

Badawi comparou o tratamento dispensado pelos israelenses aos palestinos às atrocidades sofridas pelos judeus no passado.

Segundo o primeiro-ministro da Malásia, o apoio de Bush à decisão de Israel de manter assentamentos na Cisjordânia pode arruinar o processo de paz na região.

Antecipação

Pelo menos 20 membros dos 57 países da Conferência Islâmica eram esperados no encontro em Putrajaya, a capital administrativa da Malásia, ao sul de Kuala Lampur.

O encontro deveria ser realizado no mês de maio para discutir a situação do Iraque, mas o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, pediu que a reunião fosse antecipada após o apoio de Bush ao plano israelense na Cisjordânia.

O ministro das Relações Exteriores da Malásia, Syed Hamid Albar, disse esperar que o encontro consiga apoio internacional para o plano de paz.

Albar condenou os recentes assassinatos de dois líderes do grupo militante palestino Hamas e disse que a Conferência Islâmica pedirá que Israel respeite as leis internacionais e pare com os assassinatos extrajudiciais.

 
 
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