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Atualizado às: 15 de abril, 2004 - 00h26 GMT (20h26 Brasília)
 
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Clérigo xiita rebelde 'abandona exigências' no Iraque
 
Simpatizante do clérico Moqtada Al-Sadr em Najaf
Milícia fiel a Moqtada Al-Sadr e o clérigo são considerados “foras-da-lei” pelos EUA
O clérigo xiita Moqtada Al-Sadr, um dos líderes da resistência contra a ocupação militar estrangeira do Iraque, teria abandonado as exigências que vinha fazendo às forças americanas no país.

A decisão teria sido tomada em um momento em que soldados dos Estados Unidos cercam a cidade de Najaf, onde está o clérigo, se preparando para uma possível ofensiva.

Antes, Al-Sadr havia exigido que os Estados Unidos libertassem prisioneiros e se retirasse de cidades do sul do Iraque onde os seguidores do clérigo estão entrando em choques com os soldados americanos.

De acordo com a correspondente da BBC em Bagdá Barbara Plett, o fim das exigências de Al-Sadr teria sido um reflexo da intervenção de outros clérigos xiitas do Iraque e do Irã.

Mediação

Uma delegação do Ministério das Relações Exteriores do Irã havia chegado ao Iraque nesta quarta-feira para mediar o impasse entre a coalizão liderada pelos Estados Unidos e os xiitas liderados por Al-Sadr.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Kamal Kharazi, disse que a mediação foi pedida por Washington.

"Houve um pedido de apoio para ajudar a melhorar a situação no Iraque e resolver a crise e estamos fazendo esforços neste sentido", disse Kharazi depois de uma reunião ministerial.

Por outro lado, as autoridades americanas atribuíram à Grã-Bretanha o convite, enquanto o governo britânico, embora não tenha confirmado a alegação, disse estar “aberto a tais contatos”.

Correspondentes da BBC no Iraque afirmam que o Irã, um país de maioria xiita, tem interesse em fortalecer a posição do aiatolá iraquiano Ali Al-Sistani, mais moderado.

Trégua

A trégua de cinco dias na cidade de Falluja, em uma área sunita do Iraque, foi prorrogada nesta quarta-feira, apesar de confrontos localizados e esporádicos, com vítimas do lado dos soldados americanos e dos rebeldes iraquianos que os têm enfrentado.

O enviado especial da ONU para o Iraque, Lakhdar Brahimi, disse que o cerco americano de Falluja é inaceitável, assim como a idéia de “punição coletiva” pela morte brutal de quatro americanos no local há cerca de duas semanas.

Brahimi afirmou que a situação de segurança no Iraque precisa melhorar de forma considerável antes que eleições possam ser realizadas no país.

Em uma entrevista nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que ele espera que eleições se realizem no Iraque até janeiro.

O enviado da ONU disse ainda que as eleições seriam o momento de maior importância no caminho iraquiano rumo à democracia, e que está confiante de que um governo provisório poderá ser formado a tempo de assumir o controle sobre o Iraque após a entrega de poder por parte dos Estados Unidos, em 30 de junho.


 
 
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