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Atualizado às: 12 de abril, 2004 - 16h47 GMT (12h47 Brasília)
 
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20% dos funcionários da promotoria colombiana 'são pegos' por detector de mentiras
 
Pessoa sendo testada por detector de mentiras
Testes vão continuar a ser feitos
Um teste com um detector de mentiras foi aplicado nos funcionários da Promotoria Geral colombiana e 20% deles não passaram.

Administrado pelo FBI americano, o teste foi criado para detectar corrupção, incluindo envolvimento em tráfico de drogas e grupos paramilitares.

Os empregados reclamaram que o teste representa uma "interferência inaceitável" em suas vidas pessoais e o promotor-geral, Luis Camilo Osorio, minimizou os resultados.

O teste, criado para avaliar a honestidade de parte dos 18 mil funcionários da promotoria, tinha perguntas sobre suborno, envolvimento no comércio de drogas e na guerra civil colombiana.

Passado corrupto

Um ex-chefe do programa anticorrupção colombiano condenou o que considera a "praga da corrupção".

Cerca de 90% dos crimes no país, que vive uma guerra civil há quase quatro décadas, não são resolvidos.

A revelação de que um em cada cinco funcionários da Promotoria Pública fracassou nos testes coloca as autoridades colombianas em uma situação difícil, de acordo com o correspondente da BBC em Bogotá, Jeremy McDermott.

Se todos os que não passaram no teste forem demitidos, a justiça colombiana vai parar, de acordo com McDermott.

Camilo Osorio afirma que todos os casos de corrupção que chegaram ao seu conhecimento foram investigados e punidos. O promotor-geral admitiu que a instituição passa por um "mal momento", mas disse que os funcionários que não passaram nos testes não vão automaticamente perder o emprego.

Humilhação

De acordo com o jornal El Tiempo, um grupo de funcionários da Unidade de Combate aos Narcóticos e Interdição Marítima reclamou dos testes.

Em uma carta, eles citam "desrespeito" e "humilhação" por serem submetidos aos testes e afirmam que o detector de mentiras constituiu uma "interferência inaceitável em suas vidas pessoais".

Em resposta, Osorio concordou em pedir ao FBI que não faça perguntas sobre a vida íntima, mas disse que os testes vão continuar a ser feitos, particularmente em indivíduos que estiverem em postos ou se candidatarem a postos envolvendo programas conjuntos com os Estados Unidos.

 
 
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