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Atualizado às: 29 de março, 2004 - 07h37 GMT (04h37 Brasília)
 
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Inquérito quer que Condoleezza Rice deponha em público
 
Condoleezza Rice
Rice rejeitou alegações de Richard Clarke
A comissão de inquérito que investiga os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos deverá renovar o pedido para um depoimento público da assessora de Segurança Nacional do presidente George W. Bush, Condoleezza Rice.

Ela foi criticada por não ter percebido a "gravidade" da ameaça da rede extremista Al-Qaeda antes de 11 de Setembro. As autoridades americanas rejeitaram acusações de que ignoraram a ameaça.

Rice compareceu ante a comissão em depoimento privado, mas até agora tem se recusado a fazer uma sessão pública.

Em seu depoimento à comissão na semana passada, o ex-coordenador de combate ao terrorismo Richard Clarke disse que o governo Bush concentrou sua atenção em Saddam Hussein e não na Al-Qaeda.

Mas o secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, que também depôs na comissão, negou essas alegações em uma entrevista à televisão.

"Se nós olharmos o que foi feito, verificamos que fomos ao Afeganistão, não fomos ao Iraque" depois dos ataques, afirmou Rumsfeld.

O secretário de Estado americano, Colin Powell, também rejeitou as alegações de Clarke.

Powell negou que a administração de Bush tenha dado0 pouca atenção ao terrorismo, dizendo: "Não foi falta de interesse, certamente não da minha parte, e eu acho que (da parte de) todos os meus colegas no governo."

Recusa

O correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, disse que, para a Casa Branca, a convocação para que Condoleezza Rice deponha publicamente pode ter um custo político.

Ela está se recusando a fazer um depoimento público à comissão.

A Casa Branca destaca que Rice conversou com membros da comissão em privado e diz que a Constituição proíbe que ela preste depoimento a portas abertas porque tem informações sigilosas como assessora presidencial.

Mas o presidente da comissão disse no fim-de-semana que, em uma tragédia dessa dimensão, esse tipo de argumento legal provavelmente fica superado.

Justin Webb afirma que o risco para a Casa Branca é que o povo americano fique do lado da comissão, e a ausência de Condoleezza Rice acabe se tornando um constrangimento para o presidente Bush.

 
 
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