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Atualizado às: 18 de março, 2004 - 10h35 GMT (07h35 Brasília)
 
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Powell pede status de 'grande aliado' para o Paquistão
 
Colin Powell e o primeiro-ministro do Paquistão, Zafarullah Jamali
Powell também se reuniu com premiê do Paquistão durante visita
O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse nesta quinta-feira que vai recomendar que o Congresso dos Estados Unidos reconheça o Paquistão como um dos principais aliados do governo americano entre os países que não pertencem à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Powell fez o anúncio na capital do Paquistão, Islamabad, depois de encontro com o ministro das Relações Exteriores do país, Mahmud Kasuri. A elevação do Paquistão ao status de "grande aliado" deve fortalecer a cooperação na área de defesa entre americanos e paquistaneses.

A visita de Powell coincide com a operação do Paquistão contra a Al-Qaeda e o Talebã na área da fronteira com o Afeganistão. Nesta quinta-feira, o secretário de Estado deve se encontrar com o presidente Pervez Musharraf.

O status a ser concedido ao Paquistão implica na suspensão de restrições à venda de armas ao país. Entre outras nações nesta posição estão Japão, Tailândia, Kuwait, Egito, Jordânia e Israel.

Armas

Durante a visita a Islamabad, Powell elogiou a luta do Paquistão contra o "terrorismo". Segundo o secretário de Estado, o presidente americano, George W. Bush, avalia os "sacrifícios" realizados pelas forças de segurança locais.

Nesta quinta-feira, reforços militares paquistaneses tomaram posições na região perto da fronteira com o Afeganistão em uma preparação para uma nova operação.

O Paquistão é o terceiro país na visita de Powell ao sul da Ásia. O secretário de Estado americano já esteve na Índia e no Afeganistão.

Durante a viagem, um dos principais assuntos discutidos deveria ser a questão da proliferação de armas nucleares.

Em fevereiro, o cientista considerado o pai da indústria nuclear paquistanesa, Abdul Qadeer Khan, admitiu ter vendido segredos nucleares no exterior. O governo paquistanês negou envolvimento no contrabando, mas perdoou Khan.

Powell disse que os Estados Unidos não estarão satisfeitos até que a rede responsável por vendas de armas a Irã, Líbia e Coréia do Norte seja desmantelada.

 
 
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