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Atualizado às: 27 de fevereiro, 2004 - 01h19 GMT (22h19 Brasília)
 
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ONU decide não agir de forma imediata no Haiti
 
Haiti
Correspondente da BBC disse que a maior parte de Porto Príncipe está "intransitável"
O Conselho de Segurança da ONU decidiu que irá considerar a possibilidade de enviar ao Haiti uma força de paz, mas descartou adotar qualquer medida de forma imediata.

Em uma declaração divulgada ao final de uma reunião extraordinária para avaliar a situação do país, nesta quinta-feira, o Conselho expressou sua preocupação com a crescente violência no país e o fracasso do governo e da oposição de chegarem a uma solução política para a crise.

O presidente do Conselho, Wang Guangya, disse que o órgão se comprometeu a "considerar urgentemente opções para envolvimento internacional, incluindo o envio de uma força internacional".

Wang disse ainda que o Conselho "pede a todos os lados envolvidos que atuem com responsabilidade, escolhendo a negociação em vez da confrontação" e que "um cronograma acelerado (para resolver a crise) agora se mostra necessário".

Paralelamente, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, anunciou que indicação do diplomata John Reginald Dumas, de Trinidad e Tobago, para o cargo de conselheiro especial para o Haiti, com a missão de buscar uma saída para o país.

Powell

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, questionou publicamente se o presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, tem condições de continuar a governar seu país de forma efetiva.

Falando ao Conselho de Segurança, Powell disse que o presidente deveria avaliar cuidadosamente sua posição, tendo em mente os interesses do povo haitiano.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington Jon Leyne, essas declarações de Powell foram o mais próximo que uma autoridade americana chegou de pedir a renúncia de Aristide.

Colin Powell pediu que Aristide avalie sua posição

Juntamente com os Estados Unidos, a França, país do qual o Haiti se tornou independente em 1804, também indicou que Aristide deveria considerar sua renúncia.

A oposição política e armada do Haiti exige que o presidente deixe o poder, mas Aristide reiterou nesta quinta-feira que não pretende deixar o cargo.

Iminente

Os rebeldes armados, que já ocupam mais da metade do país, já anunciaram que Porto Príncipe é o próximo alvo.

A situação de segurança na capital haitiana se deteriorou de forma significativa na quarta-feira, com simpatizantes do presidente armando barricadas nas ruas.

De acordo com o correspondente da BBC em Porto Príncipe Steven Gibbs, a maior parte da cidade está agora intransitável, e as barricadas levam a crer que a cidade está se preparando para uma batalha nas ruas.

A maior parte dos estabelecimentos comerciais da cidade estão fechados e foram também protegidos por barricadas, para impedir saques.

Além disso, todas as linhas aéreas comerciais cancelaram seus serviços.

A República Dominicana, que divide com o Haiti a ilha caribenha de Hispaniola, enviou quatro helicópteros para o país vizinho para retirar os funcionários de sua embaixada.

Outros países também já haviam anunciado outras medidas para retirar seus cidadãos.

 
 
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