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Atualizado às: 02 de fevereiro, 2004 - 13h08 GMT (11h08 Brasília)
 
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Filme de Mel Gibson é recebido com campanha educativa
 
Cena do filme "A Paixão de Cristo"
Os diálogos do filme são em latim e aramaico
Grupos judaicos e cristãos anunciaram o lançamento de uma série de palestras por medo de que o novo filme de Mel Gibson, A Paixão de Cristo possa incitar o anti-semitismo.

Na semana passada, a Liga Anti-Difamação e o Comitê de Judeus Americanos assistiram ao filme que deve estrear em breve.

"Ele prejudica o trabalho que fizemos nesse país rumo ao respeito mútuo e pluralismo religioso", disse o rabino David Elcott.

Palestras, seminários e outros programas serão realizados.

Rebatendo as críticas

Os críticos do filme disseram que vão explicar como as reencenações durante a Idade Média, chamadas de Peças da Paixão, eram usadas para estimular a violência contra comunidades judaicas.

Os grupos disseram que não vão boicotar cinemas ou realizar protestos onde os filmes serão exibidos.

"Os artistas têm todo o direito de fazer qualquer filme que eles queiram, mas o público tem o direito de julgá-los ", disse o rabino James Rudin.

Mel Gibson, um católico ardoroso, sempre negou que o filme retratasse os judeus negativamente.

Sem legenda

A campanha tem início ao mesmo tempo em que o filme é amplamente divulgado por evangélicos.

O Centro para Aprendizado Cristão-Judaico da Universidade de Boston publicou um guia para o público que vai ver o filme, explicando como as igrejas cristãs passaram a rejeitar alegações de envolvimento judeu na morte de Cristo.

O presidente do Painel de Consultas nas Relações Luterano-Judaicas também pediu para que as pessoas não façam julgamentos.

"Esperamos que o público esteja ciente da tendência de culpar os ‘judeus’ coletivamente pela morte de Jesus, em vez de um pequeno grupo de colaboradores do Império romano”, disse o reverendo Franklin Sherman.

O papa João Paulo 2º teria assistido e aprovado o filme em dezembro. A notícia foi desmentida posteriormente pelo Vaticano.

O filme também gerou polêmica porque seus diálogos são em latim e aramaico, sem legendas em inglês.

 
 
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