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Atualizado às: 20 de janeiro, 2004 - 01h56 GMT (23h56 Brasília)
 
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Polícia volta a entrar em choque com manifestantes no Haiti
Estudantes universitários detidos pela polícia em Porto Príncipe, Haiti
Estudantes universitários detidos pela polícia em Porto Príncipe, Haiti
 

A polícia usou gás lacrimogêneo contra manifestantes de oposição ao governo nesta segunda-feira em Porto Príncipe, capital do Haiti.

Os choques ocorreram depois que a polícia ordenou que a rota e a duração da marcha planejada por estudantes fossem encurtadas.

Alguns dos manifestantes se recusaram, dando início aos choques e, segundo testemunhas, a polícia enfrentou a multidão com gás e cacetetes.

Segundo informações, outro manifestante, baleado no domingo em outro protesto contra o presidente Jean-Bertrand Aristide, teria morrido nesta segunda-feira.

Opositores de Aristide têm entrado em choque com os partidários do presidente e a polícia nos últimos meses. Mais de 40 pessoas morreram nestes choques desde setembro de 2003.

Sem notificação

Os choques de segunda começaram quando a polícia proibiu manifestantes de marcharem por uma rota que os levaria mais próximos aos partidários do presidente. A polícia também determinou que os opositores realizassem a marcha em menos de três horas.

O comissário de polícia Daniel Compere disse que os organizadores da marcha de oposição não forneceram a notificação de marcha com as 48 horas de antecedência exigidas.

Mas os organizadores afirmaram que a polícia deixa os partidários de Aristide se reunirem e marcharem ''quando e onde quiserem''.

Estudantes e professores teriam se reunido do lado de fora da universidade e atirado pedras contra a polícia, que respondeu com o gás lacrimogêneo.

Dois ou três manifestantes foram detidos pela polícia, segundo a rádio local. Um professor da universidade local alegou na rádio, depois da manifestação, que os detidos foram torturados.

O Legislativo do Haiti está em uma situação de indefinição desde que o mandado de vários congressistas expirou na semana passada.

A oposição se recusa a aceitar a oferta do presidente Aristide para eleições gerais dentro de seis meses. Eles exigem a renúncia imediata de Aristide.

 
 
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