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Atualizado às: 26 de dezembro, 2003 - 04h57 GMT (02h57 Brasília)
 
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Israel fecha fronteiras com palestinos
Feridos são removidos em Tel Aviv
Homem-bomba e quatro israelenses morreram em Tel Aviv
 

O governo de Israel impôs um fechamento total das fronteiras com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, depois de um atentado suicida que matou quatro israelenses perto de Tel Aviv, nesta quinta-feira.

A medida foi determinada pelo ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz. As restrições ao trânsito de pessoas entre Israel e os territórios palestinos haviam sido amenizadas na véspera de Natal, para facilitar a ida de peregrinos a Belém.

Um porta-voz militar israelense ouvido pela agência de notícias Reuters disse que o Exército irá decidir nesta sexta-feira como os fiéis que estão em Belém, na Cisjordânia, vão ser autorizados a voltar a suas casas.

O porta-voz do governo de Israel Avi Pazner disse que Israel irá tomar "todas as medidas" para assegurar sua própria segurança.

Violência

Dez pessoas morreram nesta em Gaza e em Israel nesta quinta-feira, um dias mais sangrentos no conflito entre israelenses e palestinos em meses.

No atentado, ocorrido em um ponto de ônibus na localidade de Geha, quatro israelenses e um militante suicida palestino morreram.

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) assumiu a autoria do ataque que, segundo o grupo, seria "o primeiro de uma série de retaliações".

A explosão ocorreu pouco depois de helicópteros israelenses terem matado três militantes palestinos e dois civis ao dispararem contra um carro da cidade de Gaza.

Um dos mortos no ataque em Gaza era Mekled Hameid, membro do movimento radical Jihad Islâmico.

Autoridades

O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, condenou ambos os ataques.

"Lamentando a continuação do ciclo de assassinatos, liquidações e ataques contra civis dos dois lados, o primeiro-ministro pede o fim do derramamento de sangue e a conclusão de um cessar-fogo recíproco", disse um comunicado divulgado nesta quinta-feira.

O ministro da Saúde de Israel, Dan Naveh, visitou os feridos no ataque ao ponto de ônibus em Tel Aviv, e culpou o líder palestino Yasser Arafat pelo ocorrido.

"Antes de considerarmos uma movimentação política, por acordo ou unilateral, nós precisamos eliminar o regime de terror de Arafat e a gangue de terroristas que o acompanha", afirmou.

 
 
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