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Atualizado às: 30 de novembro, 2003 - 07h08 GMT (05h08 Brasília)
 
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Venezuela fecha partes da fronteira com a Colômbia
Venezuelanos votam sobre futuro de Chávez
Oposição precisa de cerca de 2,5 milhões de assinaturas para viabilizar referendo
 

O governo da Venezuela informou ter fechado partes da fronteira com a Colômbia com o objetivo de acabar com o que chamou de fraude em uma votação popular para decidir o futuro do presidente Hugo Chávez.

A medida, segundo o governo, tem como objetivo evitar que eleitores não cadastrados cruzem a fronteira e entrem na Venezuela para firmar a petição.

O resultado do abaixo-assinado, organizado pelo Conselho Nacional Eleitoral, viabilizará ou não a realização de um referendo sobre a duração do mandato presidencial, que oficialmente expirará em 2006.

A oposição, que precisa reunir cerca de 2,5 milhões de assinaturas para promover o plebiscito, disse que o fechamento da fronteira é ilegal. No sábado milhares de pessoas compareceram aos postos de coleta de assinaturas para firmar o documento. Chávez é acusado de autoritarismo e má gestão.

Comércio

O vice-presidente, José Vicente Rangel, disse que a decisão de cerrar a fronteira ocorreu após relatórios do Serviço de Inteligência terem indicado que pessoas com carteiras de identidade falsificadas estavam tentando entrar na Venezuela através da Colômbia.

Rangel disse que a medida não impedirá o fluxo comercial entre os dois países.

Membros da oposição acusaram o governo de impedir que cidadãos venezuelanos que vivem na Colômbia firmem o abaixo-assinado.

No sábado, o chefe da Autoridade Eleitoral, Ezequiel Zamora, acusou os militares de atrasar o processo de votação. "Há soldados pedindo identidades, tentando manipular materiais e tomando decisões além de suas alçadas", disse.

Resultado

Mas o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Cesar Gaviria, que está na Venezuela como observador, disse que 97% dos postos de coleta de assinaturas não registraram nenhum tipo de incidente.

O presidente Hugo Chávez prometeu deixar o cargo caso os eleitores decidam que seu mandato deve ser abreviado, mas segundo Chávez suas chances de derrota são "quase zero".

Os venezuelanos têm até segunda-feira para firmar a petição. De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, o resultado só será divulgado semanas após o encerramento da coleta de assinaturas.

 
 
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