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Atualizado às: 13 de novembro, 2003 - 20h03 GMT (18h03 Brasília)
 
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Campanha em Israel pede apoio a plano alternativo
Primeiro-ministro Ariel Sharon
Sharon não acredita que o plano pode acabar com a violência
 

Os criadores de um plano de paz alternativo para o Oriente Médio lançaram nesta quinta-feira uma campanha publicitária em Israel para tentar conquistar apoio à iniciativa conhecida como Acordo de Genebra.

Anúncio em diversos jornais israelenses afirmam que o texto integral da proposta será enviado a todas as residências na próxima semana.

As principais propostas incluem o estabelecimento de um governo palestino na maior parte da Cisjordânia e na Faixa de Gaza, Jerusalém como capital dos dois Estados e o fim da exigência, por parte dos palestinos, do direito de retorno para os refugiados.

"Leia e julgue por si mesmo", apela a campanha aos israelenses. O governo de Israel rejeitou o plano, arquitetado por políticos israelenses de oposição e destacados oficiais palestinos, considerando-o "não construtivo".

Ilusão

O Acordo de Genebra foi negociado após dois anos de reuniões secretas entre lideranças palestinas e israelenses, e apoiado por ativistas de direitos humanos, intelectuais e diplomatas suíços.

O documento provocou a ira imediata de ministros israelenses, quando se tornou público, no mês passado. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, descreveu o plano como uma "ilusão".

"Temos um mapa da paz, e não é prestativo fazer as pessoas acreditarem que existe algo diferente", disse Sharon.

Os criadores do plano, que sempre esperaram oposição, decidiram fazer um apelo ao público israelense.

A intenção é conquistar suporte antes do acordo ser oficialmente assinado, em 1º de dezembro, na Suíça.

Anúncios de página inteira, impressos nas cores azul e branca da bandeira israelense, apareceram na quinta-feira em três famosos jornais diários.

O texto avisava os leitores que eles irão receber uma cópia do plano pelo correio, na próxima semana.

Versões em árabe e russo também vão estar disponíveis nas semanas seguintes.

No entanto, autoridades israelenses baniram a campanha radiofônica, aparentemente porque eles a consideraram publicidade política, o que não é permitido em Israel.


 
 
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