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Atualizado às: 03 de novembro, 2003 - 14h44 GMT (12h44 Brasília)
 
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Lula promete ajuda econômica a Angola
 

 
Lula e o chanceler angolano, João Bernardo de Miranda
Lula e o chanceler angolano, João Bernardo de Miranda
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu ajuda econômica, pediu apoio no âmbito internacional aos países em desenvolvimento e criticou o protecionismo dos países desenvolvidos, em discursos feitos nesta segunda-feira na capital de Angola, Luanda, no segundo dia da viagem de uma semana à África.

“Precisamos coordenar melhor nossa atuação internacional, inclusive nos fóros mundiais”, afirmou o presidente na sessão solene da Assembléia Nacional.

“Não tenho dúvida de que o comércio internacional tem grande potencial para gerar a riqueza de que nossas nações necessitam para se desenvolver econômica e socialmente”, afirmou o presidente.

Para um auditório lotado de empresários brasileiros interessados em investir em Angola, Lula anunciou o aumento da linha de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para investimentos em infra-estrutura, para reconstruir o país destruído pela guerra.

“É chegado o momento de ampliar e diversificar esses investimentos. Para isso o BNDES irá aumentar linhas de crédito, de modo a facilitar o estabelecimento de empresas brasileiras neste país”, disse Lula.

Guerra

Os quase 40 anos de guerra primeiro pela independência e depois a guerra civil, que só acabou no ano passado, foram citados várias vezes pelo presidente num discurso na assembléia.

“Se durante décadas vocês ensinaram o mundo sobre a guerra, queria pedir a vocês que ensinem o mundo agora a paz”, afirmou ao fim de um discurso no qual lembrou os escravos angolanos que foram levados ao Brasil e que o país se orgulhava de ser o primeiro a reconhecer a independência de Angola de Portugal, em 1975.

Lula citou nos dois discursos a necessidade de os países em desenvolvimento se unirem para lutar contra o protecionismo dos países industrializados, que protegem seus mercados e dão subsídios aos produtores agrícolas.

O presidente também prometeu conceder preferências aos produtos angolanos, aproveitando brechas da legislação internacional que permitem preferências entre os países em desenvolvimento.

 
 
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