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Atualizado às: 25 de outubro, 2003 - 20h41 GMT (18h41 Brasília)
 
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Guerrilha mata 11 em dia de referendo na Colômbia
 
Eleitores checam seus nomes em lista
Uribe precisa de 25% de comparecimento

Os rebeldes da guerrilha colombiana mataram pelo menos 11 pessoas neste sábado, dia em que ocorre um referendo que pode pôr em risco a alta popularidade do presidente Álvaro Uribe. No pior dos incidentes, seis oficiais foram mortos em uma emboscada.

O referendo foi conduzido sob fortíssimo esquema de segurança, com 270 mil soldados e policiais nas ruas para garantir a segurança dos eleitores neste sábado e também dos candidatos às eleições regionais que ocorrem no domingo.

O objetivo do forte esquema de segurança era também estimular que a população votasse sem medo de um ataque. Mesmo com as mortes, o referendo estava apresentando um bom índice de comparecimento, segundo um correspondente da BBC na Colômbia.

Defensores, adversários e até mesmo os institutos de pesquisa de opinião não sabem ainda se o número mínimo de 25% do total de colombianos aptos a votar, 6,3 milhões de pessoas, comparecerão às urnas para o referendo.

Confusão

O referendo apresenta 15 questões, entre elas a redução do número de assentos no Congresso em mais de 20%, a obrigação do voto nominal nas votações de deputados, o estabelecimento de um teto para a aposentadoria do funcionalismo, o congelamento dos salários dos 940 mil servidores públicos por dois anos e a demissão de outros 8 mil.

A maioria da população está considerando o referendo "muito complicado", tanto por causa do número de questões, quanto por causa dos assuntos e dos textos que estão indo a votação.

Sindicalistas estão pedindo para as pessoas se absterem por considerarem que as reformas deixarão "os pobres ainda mais pobres".

Se o presidente não conseguir aprovar essas reformas no Parlamento, será um golpe a sua gestão, que tem hoje índices de popularidade de mais de 70%.

Para as eleições de domingo, é possível que um candidato de esquerda, conhecido como "Lucho" e comparado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vença o principal cargo em jogo, o de prefeito da capital, Bogotá.

As guerrilhas colombianas, principalmente as Farc, têm tentado interferir diretamente nas eleições, e na noção de que o governo controla o país, realizando ataques a políticos.

Pelo menos 30 candidatos nas eleições foram mortos e mais de uma dezena foram seqüestrados.

 
 
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