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Atualizado às: 24 de outubro, 2003 - 17h05 GMT (15h05 Brasília)
 
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Ajuda a Iraque chega a US$ 20 bi, diz iraquiano
 
Torres de transmissão destruídas em Basra
Reconstrução do Iraque pode custar US$ 56 bi

A conferência especial de países doadores para a reconstrução do Iraque que termina nesta sexta-feira na capital espanhola, Madri, deve se comprometer a fornecer mais US$ 20 bilhões (R$ 57 bilhões) ao país, além dos US$ 20 bilhões já anunciados pelos Estados Unidos, disse o ministro do Planejamento do Iraque, Mahdi Hafez.

Os recursos devem ser canalizados para o Iraque num período de cinco anos, segundo a agência de notícias Reuters.

O total estimado, que deve englobar concessões e empréstimos de diversos países e de organismos internacionais, é bem menor do que os US$ 56 bilhões (R$ 160,6 bilhões) considerados necessários para a reconstrução do Iraque.

Mas a conferência de dois dias em Madri se mostrou mais generosa do que se esperava.

O Japão se tornou o maior doador depois dos Estados Unidos, ao anunciar que vai conceder US$ 3,5 bilhões (R$ 10 bilhões) ao Iraque em empréstimos com juros baixos, além do US$ 1,5 bilhão (R$ 4,3 bilhões) que o país já prometera.

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A Arábia Saudita e o Kuwait prometeram US$ 1 bilhão (R$ 2,87 bilhões) cada um para o Iraque.

O montante final de recursos deve ser anunciado oficialmente ainda nesta sexta-feira.

A maior parte dos recursos arrecadados em Madri deve ir para um fundo administrado pelo Banco Mundial, pelas Nações Unidas e por uma comissão de iraquianos.

O novo fundo é destinado a atrair doadores desconfiados do controle dos Estados Unidos, embora alguns grupos de ajuda tenham questionado se o fundo será capaz de tomar decisões na prática, segundo relatos.

Críticas internas

No Japão, a decisão do governo foi criticada, segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Jonathan Head.

Depois de uma década de estagnação econômica, muitos japoneses acreditam que seria melhor se esses recursos fossem empregados no próprio país, diz o correspondente.

Os novos recursos para o Iraque anunciados pelo governo japonês serão destinados na forma de empréstimo a juros baixos e em doações diretas.

O governo japonês foi um dos mais fortes aliados da operação no Iraque liderada pelos Estados Unidos e era esperado que fosse um dos doadores mais generosos, segundo o correspondente.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fez um apelo aos países e a organizações internacionais para que façam doações generosas.

Países como Alemanha, França e Rússia, que se opuseram à guerra ao Iraque liderada pelos Estados Unidos, disseram que não vão fazer novas doações.

 
 
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