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Atualizado às: 11 de outubro, 2003 - 10h41 GMT (07h41 Brasília)
 
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Líderes islâmicos pedem que americanos deixem o Iraque
 
Segurança ainda é problema no Iraque
Segurança ainda é problema no Iraque

Uma conferência de líderes islâmicos na Malásia começou com pedidos para que seja encerrado o "controle estrangeiro" no Iraque.

Em vez da administração americana, as Nações Unidas deveriam assumir o controle dos assuntos iraquianos, disse o secretário-geral da Organização da Conferência Islâmica (OCI), Abdelouahed Belkeziz.

A conferência dos 57 países memrbos da OCI está sendo realizada na Malásia, em preparação para a cúpula da semana que vem, que deve reunir líderes de 35 países.

A cúpula vai ser a primeira desde os atentados cometidos pela Al Qaeda em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

'Olho do furacão'

Ao abrir a conferência neste sábado, Belkeziz disse que é preciso lidar urgentemente com todos os conflitos envolvendo muçulmanos, a ocupação do Iraque e o problema palestino.

"O mais importantes desses é a retirada das forças estrangeiras do Iraque, permitindo que as Nações Unidas cuidem dos assuntos do país", disse ele.

Belkeziz disse que o mundo islâmico tem estado "no olho do furacão" nos últimos três anos, desde a última cúpula trienal, em 2000.

No que diz respeito ao Iraque, ele disse que o povo "tem se afligido com a ocupação do território, a usurpação de sua soberania, a negação de sua independência, a destruição, pilhagem e incêndio de seu país".

Ele pediu o compromisso islâmico para lidar com a situação que se seguiu à invasão americana "com uma visão de salvar o Iraque a ajudar seu povo".

Em seu discurso, Belkeziz também condenou Israel pelo que chamou de fracasso em cumprir os compromissos assumidos com o processo de paz.

"Israel continua a se entrincheirar em suas práticas ilegais de punir o povo palestino", disse ele.

A conferência de oito dias - que acaba quando os líderes partirem para a cúpula -também deve discutir os principais desafios enfrentados pelos muçulmanos por conta do terrorismo e globalização e "campanhas contra o Islã, muçulmanos e direitos humanos", disse Belkeziz.

As discussões sobre o Iraque, o Afeganistão e o conflito entre israelenses e palestinos devem dominar a cúpula, a ser realizada nos dias 16 e 17 de outubro.

 
 
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