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Atualizado às: 17 de setembro, 2003 - 05h56 GMT (02h56 Brasília)
 
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Mundo árabe condena veto americano a resolução da ONU
 
Embaixador americano na ONU, John Negroponte
EUA foram o único país a votar contra projeto de resolução

Diplomatas árabes condenaram a decisão americana de vetar um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU (Nações Unidas) que tentava impedir a "remoção" do líder palestino Yasser Arafat da Cisjordânia pelo governo de Israel.

O embaixador americano na ONU, John Negroponte, disse que a resolução tinha "defeitos" pois não incluía uma "robusta condenação de atos de terrorismo" de grupos militantes palestinos como o Hamas e a Jihad Islâmica.

Os Estados Unidos foram o único entre os 15 países do Conselho de Segurança a se opor à resolução, e três nações - Grã-Bretanha, Alemanha e Bulgária - se abstiveram.

O representante palestino nas Nações Unidas, Nasser Al-Kidwa, disse que o veto pode provocar "sérias conseqüências" pelas quais somente os Estados Unidos poderiam ser responsabilizados.

Insultos

O embaixador sírio, Fayssal Mekdad, chamou a decisão de "lamentável", acrescentando que somente agrava uma situação no Oriente Médio que já é "extraordinariamente complicada".

A votação aconteceu na terça-feira, um dia depois de uma troca de insultos entre representantes palestinos e israelenses durante o debate do tema.

O embaixador de Israel na ONU, Dan Gillerman, chamou o líder da Autoridade Palestina de "terrorista profissional", o que provocou a retirada da delegação palestina da sessão.

O governo de Israel foi criticado quase que com unanimidade pela decisão "em princípio", da última quinta-feira, de "remover" Arafat por meios não-especificados.

Trégua

Antes da votação, os israelenses desprezaram a oferta de um conselheiro de segurança de Arafat de um cessar-fogo por tempo indefinido.

Jibril Rajoub afirmou, em entrevista à rádio estatal de Israel, que a liderança palestina poderia garantir que grupos militantes como o Hamas respeitassem a trégua.

No entanto, um porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que o governo israelense não seria "ludibriado" pela oferta.

 
 
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