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Atualizado às: 15 de setembro, 2003 - 08h38 GMT (05h38 Brasília)
 
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Kirchner sai vitorioso de eleições na Argentina
 
O prefeito reeleito de Buenos Aires, Aníbal Ibarra
Ibarra recebeu o apoio de Kirchner apesar de não estar em seu partido

O presidente Néstor Kirchner saiu vitorioso nas eleições locais realizadas neste domingo na Argentina.

Os candidatos de Kirchner levaram os dois principais cargos em disputa: o de prefeito de Buenos Aires e o de governador da província que carrega o mesmo nome.

As votações foram o primeiro grande teste para a popularidade de Kirchner desde que ele foi eleito com apenas 22% dos votos, depois da desistência do ex-presidente Carlos Menem de concorrer no segundo turno, em maio deste ano.

As eleições foram também um possível voto de confiança da população em relação à dura estratégia de negociação do governo com o Fundo Monetário Internacional. Kirchner chegou a decretar moratória antes de fechar um acordo mais favorável com o FMI.

Prefeitura e governo

Com mais de 99% dos votos apurados, o prefeito Aníbal Ibarra, que recebeu o apoio de Kirchner, foi reeleito para um novo mandato de quatro anos à frente da administração da capital argentina. Ele obteve mais de 53% dos votos válidos.

O governador da província de Buenos Aires, Felipe Solá, também foi reeleito. Até o início da madrugada desta segunda-feira, enquanto se fazia a recontagem dos votos, Solá contava com 44% deles, cerca de 30 pontos percentuais à frente de seus três principais rivais, Luis Patti, Aldo Rico e Margarita Stolbizer, que lutavam pelo segundo lugar.

Na província de Santa Cruz, onde Kirchner foi governador, o seu candidato, Sergio Acevedo, liderava a contagem dos votos com mais de 76% deles, apuradas 20% das urnas.

Também na eleição para deputados federais, o Partido Justicialista (peronista), de Kirchner, levava vantagem.

Declarações

O presidente acampanhou a eleição da província de Santa Cruz e comemorou o resultado.

Segundo analistas argentinos, as eleições devem dar mais força para Kirchner dentro do próprio Partido Justicialista, já que o presidente rompeu em parte com a burocracia do partido nas eleições.

Kirchner decidiu apoiar o independente Ibarra para a prefeitura de Buenos Aires, enquanto a maior parte do partido na cidade apoiou seu rival, Mauricio Macri.

O presidente disse que os resultados da eleição indicavam que os argentinos estavam se encaminhando em direção a um "projeto progressista".

Ele aproveitou para dar uma alfinetada na liderança regional de seu partido em Buenos Aires, afirmando que o grupo tem uma "atitude corporativa e fechada" e que não consegue entender "como pensa o cidadão portenho" (de Buenos Aires).

 
 
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