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Hamas rejeita pedido de trégua de Arafat
 
Militante palestino
Arafat pediu aos militantes que retomem trégua

O grupo militante islâmico Hamas rejeitou apelo do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, para a retomada do cessar-fogo interrompido na semana passada.

O líder político do Hamas, Abdel Aziz Al-Rantissi, disse que o grupo não vai considerar a possibilidade de trégua enquanto Israel continuar atacando seus integrantes e advertiu contra qualquer tentativa das forças de segurança palestinas de combatê-los.

Os grupos Hamas e Jihad Islâmica suspenderam um cessar-fogo de sete dias na semana passada depois que o Exército de Israel matou o co-fundador do Hamas, Ismail Abu Shanab, em represália ao atentado a bomba suicida a um ônibus em Jerusalém.

O atentado matou 21 pessoas.

Na quarta-feira, Arafat pediu a todas as facções militantes islâmicas que retomem o cessar-fogo numa tentativa de salvar o plano de paz apoiado pelos Estados Unidos.

Arafat acusou Israel de rejeitar o plano ao intensificar os ataques contra militantes palestinos.

Mas Israel rejeitou o apelo de Arafat dizendo que se trata apenas de propaganda.

As autoridades israelenses afirmaram que vão continuar no encalço de militantes até que a Autoridade Palestina desmantele essas organizações.

O governo americano também rejeitou a iniciativa de Arafat, alegando que "ele é parte do problema e não da solução".

O analista de assuntos do Oriente Médio da BBC, Roger Hardy, disse que a intervenção de Arafat está sendo vista como um gesto de desafio aos que tentam marginalizá-lo e como uma iniciativa de aparecer mais do que o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas.

Abbas convocou seu gabinete para uma reunião de emergência na Faixa de Gaza, na quarta-feira, para discutir a escalada de violência entre israelenses e militantes palestinos.

O correspondente da BBC afirma que israelenses e americanos estão culpando Abbas por não fazer o suficiente para pôr fim à violência.

Mas, segundo ele, o primeiro-ministro tem pouco apoio da opinião pública palestina.

 
 
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