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Atualizado às: 06 de agosto, 2003 - 22h26 GMT (19h26 Brasília)
 
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Empresário irlandês é condenado por terrorismo
 
 
 
Michael McKevitt negou as acusações
Michael McKevitt negou as acusações

O homem apontado como o líder do IRA Autêntico, Michael McKevitt, de 53 anos, foi considerado culpado nesta quarta-feira, em Dublin, na Irlanda, de promover o terrorismo e de pertencer a uma organização ilegal.

Ele é um dos responsáveis pela explosão de um carro-bomba em Omagh, cidade no condado de Tyrone na Irlanda do Norte, em 1998, que matou 29 pessoas e deixou centenas feridas – o episódio mais sangrento dos mais de 30 anos de violência no país.

É a primeira vez que uma acusação de promover terrorismo é julgada em um tribunal da Irlanda. O crime foi introduzido na lei irlandesa como parte de uma série de medidas criadas pelo governo da Irlanda depois do atentado de Omag.

O IRA Autêntico surgiu em 1997 como uma dissidência do IRA (Exército Republicano Irlandês).

Ausência

Os juízes enfatizaram, no entanto, que os crimes pelos quais McKevitt está sendo condenado foram classificados como crimes depois de ele ter sido cometido.

Mckevitt, um homem de negócios da cidade de Blackrock, no condado de Louth, negou as acusações. Ele, inclusive, se negou a aparecer no tribunal e não estava presente quando o veredito foi entregue pelos três juízes.

Os juízes afirmaram que a testemunha de acusação, o agente do FBI David Rupert, era uma testemunha honesta e que a credibilidade dele não havia sido contestada.

A pena a qual McKevitt será condenado será anunciada pelo mesmo tribunal na quinta-feira.

McKevitt já indicou que estará apelando da decisão. Em um comunicado lido pela mulher dele, McKevitt disse que ele havia sido "negado o direito de um julgamento justo".

'Resultado significativo'

O superintendente da polícia da Irlanda, Martin Callinan, disse que o veredito é um "resultado significativo".

"Foi um processo longo, nós tivemos várias audiências e também tivemos de lidar com questões de segurança bem complexas", afirmou.

Alguns dos familiares daqueles que morreram no atentado de Omagh estavam no tribunal.

Laurence Rush, cuja mulher morreu no ataque, disse estar satisfeito com o resultado.

"Eu me sinto muito feliz pelo que aconteceu, e agora nós estamos esperando pela sentença", afirmou ele.

Michael Gallagher, cujo filho de 21 anos também morreu na explosão disse estar "absolutamente encantado" com o resultado do julgamento.

O julgamento de McKevitt foi acelerado no mês passado depois que ele decidiu demitir a equipe de advogados que o defendia, acusando o julgamento de um "show político".

 
 
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