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Atualizado às: 06 de agosto, 2003 - 22h39 GMT (19h39 Brasília)
 
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Bush volta a criticar construção de muro na Cisjordânia
 
 
 
O premiê Ariel Sharon conversa com Bush em visita à Washington na semana passada
O premiê Ariel Sharon conversa com Bush em visita à Washington na semana passada

O presidente americano, George W.Bush, voltou a dizer nesta quarta-feira que o muro que Israel está construindo no território palestino na Cisjordânia é um problema para a concretização do processo de paz.

Falando a jornalistas de seu rancho no Texas, Bush disse que os americanos estiveram conversando com autoridades israelenses sobre o muro, que está programado para ter 600 km de cumprimento e 8 metros de altura.

O presidente americano já havia criticado a construção do muro em outras ocasiões. Mas na semana passada, durante visita do primeir-ministro de Israel a Washington, Bush disse entender que o assunto era delicado.

O presidente, no entanto, não falou sobre as notícias de que os Estados Unidos estariam estudando a possibilidade de cortar financiamentos para Israel em retaliação à construção do muro.

Autoridades americanas sugeriram que o pacote de ajuda de US$ 9 bilhões fosse reduzido, retirando o valor equivalente ao que está sendo utilizado na construção do muro.

Libertação

A declaração de Bush foi feita logo após a libertação de 340 palestinos presos.

A decisão isralenses surgiu como um gesto de boa vontade visando o avanço do processo de paz.

Os palestinos, no entanto, consideraram o gesto como uma encenação para agradar os Estados Unidos, patrocinadores do acordo.

De acordo com o correspondente da BBC, James Rodgers, que acompanhou a libertação dos presos perto da cidade de Hebron, disse que parentes e amigos dos presos esperaram pacientemente pela chegada dos ônibus que traziam os palestinos.

Segundo o correspondente, era uma mistura de festa e de cenas de cinismo. Os palestinos lembravam que mais de cinco mil pessoas ainda estão presas nas cadeias israelenses.

Israel qualificava a prisão de alguns palestinos soltos nesta quarta-feira como "detenções administrativas". Ou seja, prisões sem julgamento, sob a suspeita de envolvimento em grupos palestinos armados.

Outros foram considerados culpados por ofensas como atirar pedras em soldados israelenses ou por posse de explosivos.

 
 
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