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Atualizado às: 25 de agosto, 2003 - 13h34 GMT (11h34 Brasília)
 
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Origem de cromossomo extra ainda é mistério
 

 
Ultra-sonografia de um feto
Surgimento de cromossomo extra acontece logo após concepção
 

Assim que os pais ficam sabendo que geraram um filho com a síndrome de Down, uma das primeiras perguntas que vem à cabeça é: "Mas como isso aconteceu?"

Graças aos avanços no campo da genética, a ciência pode estar mais próxima de ter a resposta para esta questão.

Para entender o que é nascer com trissomia 21, é preciso relembrar certos conceitos básicos de biologia.

O corpo humano é formado por uma coleção de células que formam os tecidos, o sangue e os órgãos.

Trissomia 21

O núcleo de cada célula humana contém 46 pares de cromossomos, metade vindo do óvulo da mãe e a outra, do espermatozóide do pai.

Nos portadores da síndrome de Down, o 21º par de cromossomo tem três cromossomos, daí a terminologia médica para esta anomalia genética ser trissomia 21.

O que provoca o surgimento de um terceiro cromossomo no par 21 não é totalmente compreendido pela ciência.

Só se sabe que acontece logo após a concepção, quando se dá o início do processo de divisão celular.

Formação cerebral

Este cromossomo a mais, por causa dos genes que carrega, acarreta uma presença maior de certas proteínas que afetam o desenvolvimento normal do feto.

Quais são exatamente estas proteínas e como elas afetam o metabolismo do ser humano também são questões a serem respondidas no futuro pela ciência.

O que se sabe é que as celulas do corpo de um feto com trissomia 21 não se dividem tão rapidamente quando deviam e, portanto, os bebês com Down tendem a ser menores que a média.

Além disso, a migração das células que formam diferentes partes do corpo é afetada, especialmente na formação do cérebro.

Cura

Quando o bebê com Down nasce, todas estas diferenças já estão presentes.

O bebê, com menos células cerebrais e a formação do cérebro afetada, vai ter uma capacidade de aprendizado mais lenta.

Apesar de estas diferenças terem sido estabelecidas antes do nascimento e a medicina atualmente considerá-las irreversíveis, há cientistas e pesquisadores que acreditam que a terapia genética será capaz, um dia, de “curar” a síndrome de Down.

Mas a grande parcela de pesquisas em torno da trissomia 21 se concentra no entendimento de outras questões que ainda são um enigma para os médicos.

Entre elas estão o que detona o surgimento do terceiro cromossomo no par 21, porque as pessoas que nascem com a síndrome de Down têm mais chances de desenvolver doenças como o Mal de Alzheimer mais cedo que o resto da população e, ainda, se suplementos vitamínicos poderiam atenuar as dificuldades de aprendizado das pessoas que nasceram com esta anomalia genética.

 
 
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