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Atualizado às: 30 de julho, 2003 - 03h06 GMT (00h06 Brasília)
 
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Chanceler saudita critica 'segredo' em dossiê do 11/9
 
 
 
Príncipe Saud Al-Faisal, ministro de Relações Exteriores saudita
Al-Faisal solicitou reunião não previamente agendada com Bush

O governo da Arábia Saudita pediu que as autoridades americanas divulguem a parte mantida em segredo de um documento que prepararam sobre os ataques extremistas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

O presidente americano, George W. Bush, disse que a divulgação dessa parte do relatório parlamentar, que incluiria críticas ao governo saudita, poderia prejudicar o atual andamento uma investigação sobre os atentados em Washington e Nova York, que causaram mais de 3 mil mortes.

O ministro do Exterior saudita, príncipe Saud Al-Faisal, visitou Washington nesta terça-feira para um encontro não previamente agendado com Bush e disse que qualquer sugestão de ligação entre a Arábia Saudita e os atentados de 11 de setembro é “um ultraje a qualquer sentido de justiça”.

Desde que a existência do relatório foi divulgada, na semana passada, as autoridades sauditas vêm dizendo que não têm nada a esconder, mas não podem se defender de rumores.

Decepção

“Vinte e oito páginas em branco são agora consideradas prova substancial para proclamar a culpa de um Estado que tem sido um amigo genuíno e parceiro dos Estados Unidos por 60 anos”, disse o príncipe Al-Faisal.

Quinze dos 19 seqüestradores de aviões que agiram no dia 11 de setembro de 2001 tinham nacionalidade saudita – e houve alegações de que alguns teriam recebido financiamento do seu país.

Todavia, Al-Faisal disse que a Arábia Saudita está sendo “erroneamente e morbidamente” acusada de cumplicidade nos ataques por pessoas com “intenção maliciosa”.

Ele não chegou a criticar o governo Bush, mas disse que seu país estava “decepcionado” com a decisão americana de não publicar páginas do dossiê.

Antes, o presidente americano disse que “não faz sentido divulgar (essa parte do documento) quando tempos uma investigação em andamento (...) porque isso poderia pôr em risco a investigação e ajudaria o inimigo, se ele souber nossas fontes e métodos”.

Alguns senadores que ajudaram a escrever o relatório disseram, no entanto, que não há motivo para não divulgar quase todas as informações que se referem a governos estrangeiros.

Alerta

Ainda nesta quarta-feira, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos advertiu para a possibilidade de que um novo atentado, semelhante aos ocorridos em 2001, volte a ocorrer no país nas semanais finais do verão (final do inverno no Brasil).

O alerta teria sido baseado em informações colhidas em uma entrevista com pelo menos um membro da organização extremista Al-Qaeda – acusada de ter organizado os ataques em Washington e Nova York há quase dois anos.

Comunicações interceptadas pelas autoridades americanas também confirmariam que tais ataques estariam sendo planejados, talvez usando aviões como armas.

“Nós aconselhamos as empresas aéreas e funcionários de órgãos de segurança a verificar suas práticas e adotar as medidas adicionais que considerarem necessárias”, disse Gordon Johndroe, porta-voz do Departamento.

 
 
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