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Atualizado às: 20 de julho, 2003 - 15h58 GMT (12h58 Brasília)
 
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Sharon e Abbas têm discussão acalorada
 
 
 
Este será o quarto encontro entre Sharon e Abbas
Este será o quarto encontro entre Sharon e Abbas

O primeiros-ministros de Israel, Ariel Sharon, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas não conseguiram resolver suas diferenças sobre a libertação de prisioneiros palestinos.

Os dois se encontraram neste domingo para mais uma rodada de discussões sobre o novo plano de paz para o Oriente Médio.

Há relatos de que a questão provocou uma discussão acalorada entre os dois premiês.

De acordo com a rádio Israel, a discussão evoluiu para uma "disputa aos gritos" sobre quantos prisioneiros o governo israelense estaria disposto a libertar.

Sharon diz que está pronto para libertar várias centenas, enquanto Abbas quer ver milhares em liberdade.

Autoridades de ambos os lados concordaram em voltar a negociar em breve.

Seqüestro

A reunião, que aconteceu depois da sessão normal do gabinete do governo israelense, foi a quarta desde que Abbas – também conhecido como Abu Mazen – assumiu em abril.

Os dois líderes devem se encontrar com o presidente americano, George W. Bush, separadamente, nos próximos dias.

Mas no sábado surgiram novas evidências de tensão na região quando militantes palestinos seqüestraram o governador da cidade de Jenin, na Cisjordânia, acusando-o de colaborar com Israel.

Horas depois, Haider Irsheid foi libertado, depois que o grupo Brigada dos Mártires Al-Aqsa recebeu ordens do líder palestino Yasser Arafat.

O seqüestro aconteceu depois que forças de segurança palestinas foram enviadas para prender atiradores do Al-Aqsa no campo de refugiados.

O Al-Aqsa é acusado de envolvimento em vários ataques menores a alvos israelenses desde que os outros grupos militantes palestinos declararam um cessar-fogo, no dia 29 de junho.

Desde o início da intifada, em setembro de 2000, dezenas de palestinos foram executados por suspeita de colaborarem com israelenses.

O desarmamento de grupos militantes é uma das condições impostas pelo plano de paz, que contou com o apoio dos Estados Unidos.

De acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Michael Voss, a comunidade palestina está profundamente dividida sobre como lidar com o plano de paz.

Para Voss, o seqüestro do governador de Jenin mostra que as tensões sobre a implementação do plano de paz estão longe de serem resolvidas.

 
 
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