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Atualizado às: 20 de julho, 2003 - 09h12 GMT (06h12 Brasília)
 
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Sharon e Abbas fazem nova rodada de negociações
 
 
 
Este será o quarto encontro entre Sharon e Abbas
Este será o quarto encontro entre Sharon e Abbas

O primeiros-ministros de Israel, Ariel Sharon, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas devem se encontrar neste domingo para nova rodada de discussões sobre o novo plano de paz para o Oriente Médio.

A reunião, que deverá acontecer depois da sessão normal do gabinete do governo israelense, será a quarta desde que Abbas – também conhecido como Abu Mazen – assumiu em abril.

Representantes da administração palestina afirmaram que, passadas três semanas de trégua por parte de grupos militantes palestinos, Abbas deve pressionar Sharon a libertar um bom número de prisioneiros palestinos.

Os dois líderes devem se encontrar com o presidente americano, George W. Bush, separadamente, nos próximos dias.

Seqüestro

Mas no sábado surgiram novas evidências de tensão na região quando militantes palestinos seqüestraram o governador da cidade de Jenin, na Cisjordânia, acusando-o de colaborar com Israel.

Horas depois, Haider Irsheid foi libertado, depois que o grupo Brigada dos Mártires Al-Aqsa recebeu ordens do líder palestino Yasser Arafat.

Irsheid, que tem 50 anos, foi levado de dentro de seu furgão por homens armados e espancado na praça central de Jenin, antes de ser transferido para outro veículo, que partiu em direção ao campo de refugiados da cidade.

O seqüestro aconteceu depois que forças de segurança palestinas foram enviadas para prender atiradores do Al-Aqsa no campo de refugiados.

"Ele mandou seus homens atirarem em membros da Brigada dos Mártires Al-Aqsa e tentou assassinar outros", disse o líder local do grupo, Zakariya Zubeidi, à agência Reuters.

O governador é um membro antigo do grupo Fatah, de Arafat. A Brigada dos Mártires Al-Aqsa é uma facção do Fatah.

O Al-Aqsa é acusado de envolvimento em vários ataques menores a alvos israelenses desde que os outros grupos militantes palestinos declararam um cessar-fogo, no dia 29 de junho.

Desde o início da intifada, em setembro de 2000, dezenas de palestinos foram executados por suspeita de colaborarem com israelenses.

O desarmamento de grupos militantes é uma das condições impostas pelo plano de paz, que contou com o apoio dos Estados Unidos.

De acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Michael Voss, a comunidade palestina está profundamente dividida sobre como lidar com o plano de paz.

As diferenças atingiram o ápice quando o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, se ofereceu para renunciar ao cargo.

Para Voss, o seqüestro do governador de Jenin mostra que as tensões sobre a implementação do plano de paz estão longe de serem resolvidas.

 
 
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