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Atualizado em: 09 de julho, 2003 - 11h33 GMT (08h33 Brasília)
 
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Bush pede que África do Sul pressione Zimbábue
 
 
 
Bush chega à África do Sul
Bush desambarca ao lado da mulher, Laura, em Pretória

O presidente americano, George W. Bush, começou sua visita à África do Sul com um pedido para que o país pressione o regime do Zimbábue a abrir espaço para a oposição.

"Encorajei o presidente (Thabo) Mbeki a continuar trabalhando para trazer democracia àquele importante país", afirmou Bush em uma entrevista coletiva ao lado de Mbeki.

As divergências entre os dois países em relação à estratégia de pressionar Mugabe são conhecidas.

O governo americano quer que a África do Sul e os outros países da região exijam que Mugabe abra o seu regime, mas Mbeki defende uma diplomacia discreta.

Promessas

Bush também marcou a segunda etapa da sua turnê pela África com promessas de ajudar a África do Sul a combater a Aids e "a estabelecer a paz na região".

O presidente, no entanto, não mencionou a possibilidade de os Estados Unidos enviarem tropas de paz para a Libéria, principal área do continente em conflito no momento.

"Apoiamos o cessar-fogo (entre governo e rebeldes) do mês passado", limitou-se a dizer o presidente americano, ao lado de Mbeki.

Bush também anunciou a liberação de US$ 100 milhões para ajudar países do leste da África a contero surgimento de grupos militantes extremistas no continente.

A visita do presidente americano à África do Sul é a mais extensa - e provavelmente mais importante - de uma turnê de cinco dias pelo continente africano.

Aids

Com mais de 4 milhões de portadores do HIV, a África do Sul seria o maior beneficiário do programa de combate à Aids na África anunciado por Bush no início do ano e reforçado na visita a Pretória.

"Nos próximos cinco anos, nós vamos gastar US$ 15 bilhões (para combater a Aids) no mundo", afirmou Bush.

Bush não deve se encontrar com o ex-presidente Nelson Mandela, como é de praxe na visita de chefes de Estado à África do Sul.

O ex-líder da luta contra o apartheid está fora da África do Sul e especula-se que o encontro não tenha sido marcado para evitar constrangimentos já que Mandela foi um dos principais críticos da decisão dos Estados Unidos de ir à guerra contra o Iraque.

 
 
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