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Atualizado às: 24 de junho, 2003 - Publicado às 17h09 GMT - 14h09 (Brasília)
 
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Índia reconhece Tibet como parte do território chinês
 
 
 
Primeiro-ministro indiano encontra presidente chinês
Primeiro-ministro indiano encontra presidente chinês

O governo indiano reconheceu o Tibet como parte da China, em negociações entre os dois países, que estão sendo realizadas na capital chinesa, Pequim.

A China, por sua vez, concordou em estabelecer uma rota de comércio com o país vizinho através de Siquim, uma região de fronteira. A decisão é vista como uma mostra de que o governo chinês aceita essa área como parte da Índia.

Os dois acordos são os primeiros detalhes revelados das nove declarações assinadas na segunda-feira pela Índia e pela China, como uma tentativa dos dois países de melhorar as suas relações, abaladas desde 1962, quando travaram uma guerra por territórios na fronteira.

O primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee – o primeiro chefe de Estado indiano a visitar a China em dez anos – disse que as relações com o governo chinês estão sendo transformadas à medida que os dois países buscam novas formas de superar suas diferenças.

Resultados

"A direção atual, de desenvolver a cooperação bilateral ao mesmo tempo em que resolvemos nossas diferenças, transformou a qualidade de nossa relação", afirmou na segunda-feira primeiro-ministro indiano, após encontro com o ex-presidente chinês, Jiang Zemin.

"Devo dizer, com grande satisfação, que meus encontros com a liderança chinesa têm sido excelentes."

Desde os anos 80, 15 rodadas de negociações já ocorreram para tentar resolver os conflitos entre as duas nações.

Porém, além dos problemas relacionados à fronteira, a China é aliada do Paquistão, que disputa com a Índia o território da Caxemira.

A questão do Tibet também tem sido uma fonte de tensão.

O Dalai Lama, líder espiritual tibetano, comanda um governo tibetano no exílio, com sede na cidade indiana de Dharamsala.

O Dalai Lama fugiu do Tibet em 1959, durante uma tentativa de rebelião contra o controle chinês.

Milhares de refugiados tibetanos também estão na Índia.

 
 
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