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Atualizado às: 22 de junho, 2003 - Publicado às 17h47 GMT - 14h47 (Brasília)
 
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Powell diz que haverá pressão internacional sobre Israel
 
 
 
Ele deu essa declaração na Jordânia, depois de se encontrar com representantes da Rússia, ONU e União Européia no Fórum Econômico Mundial, repercutindo o fato de Israel ter matado um líder do Hamas no sábado.
O secretário de Estado americano, Colin Powell, alertou as autoridades israelenses e o grupo militante palestino Hamas

O secretário de Estado americano, Colin Powell, alertou as autoridades israelenses e o grupo militante palestino Hamas que a comunidade internacional fará pressão para interromper o ciclo de violência no Oriente Médio.

Ele deu essa declaração na Jordânia, depois de se encontrar com representantes da Rússia, ONU e União Européia no Fórum Econômico Mundial, repercutindo o fato de Israel ter matado um líder do Hamas no sábado.

A morte de Abdullah Qawasmeh foi descrita pelo secretário americano como um "impedimento para o progresso" do plano de paz.

Outros líderes presentes no fórum também criticaram a atitude israelense.

Solana

O responsável pela política externa da União Européia, Javier Solana, disse que a morte de Qawasmeh não vai contribuir para melhorar o clima das negociações do fórum, que está sendo reunindo líderes mundiais para discutir a situação do Oriente Médio depois da guerra.

O ministro do Exterior egípcio, Ahmed Maher, classificou a situação como "muito ruim" e disse que "está claro que o plano de paz não está sendo implementado".

Já para o chefe de gabinete da Autoridade Palestina, Yasser Abed Rabbo, a morte de Qawasmeh é "mais uma prova de que Israel vai continuar a sua política de assassinatos seletivos", e tem o objetivo de "obstruir qualquer diálogo para que se chegue a uma trégua".

Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que o assassinato do líder do Hamas foi uma "bem-sucedida e importante operação que será seguida por outras semelhantes, a não ser que os palestinos tomem providências contra o terrorismo".

Qawasmeh era acusado por Israel de ser o responsável por três dos atentados suicidas que aconteceram neste ano – um em Haifa, em março, e outros dois em Jerusalém, em maio e junho. No último, morreram 17 pessoas, além do suicida.

A morte do líder do Hamas – que segundo os israelenses teria sido baleado ao tentar resistir à prisão, enquanto os palestinos dizem que ele foi alvejado em frente a uma mesquita – acontece pouco após a Autoridade Palestina e o Hamas terem encerrado discussões visando um cessar-fogo com Israel.

Representantes do governo israelense dizem se reservar o direito de se prevenir contra "bombas-relógio", ou seja, militantes que estariam prestes a agir, enquanto aguardam que os palestinos tomem suas próprias medidas para conter os militantes.

 
 
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