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Fortes explosões atingem o aeroporto de Teerã; Trump exige 'rendição incondicional'

Guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã entra no sétimo dia, e conflito se espalha por outros países do Oriente Médio. Irã diz que mais de 1.300 civis foram mortos.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Editada por Camilla Veras Mota, Daniel Gallas e Pedro Martins, da BBC News Brasil em Londres, e por Iara Diniz e Rafael Barifouse, da BBC News Brasil em São Paulo

  1. Irã lança nova onda de mísseis, diz Israel

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter identificado mísseis lançados do Irã em direção a Israel.

    "Os sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça", diz um novo comunicado das IDF.

    "A população deve entrar em um espaço protegido e permanecer lá até novo aviso. A saída de um espaço protegido só é permitida após receber instruções explícitas."

    O comunicado acrescenta que alertas foram enviados para os telefones.

  2. Análise: Ataques do Irã estão aproximando seus vizinhos do Golfo dos EUA

    Por Barbara Plett Usher, da BBC News em Doha (Catar)

    Parece que os ataques do Irã contra seus vizinhos árabes do Golfo estão levando esses países a se aproximarem mais dos Estados Unidos.

    Eles fizeram forte lobby em Washington para tentar evitar esta guerra e se recusaram a permitir que os americanos lançassem ataques aéreos a partir de bases dos EUA em seus territórios.

    Mas analistas dizem que os países estão tão irritados com a barragem de mísseis e drones iranianos que agora consideram suspender essas restrições.

    Ainda assim, é improvável que esses países iniciem uma ofensiva militar por conta própria. E suas profundas preocupações com o impacto econômico da guerra também devem pesar para os EUA.

    O ministro da Energia do Catar, Saad al-Kaabi, disse hoje ao jornal Financial Times que a guerra pode "derrubar as economias do mundo".

    Ele previu que todos os exportadores de energia do Golfo poderiam interromper a produção em poucos dias.

    Alguns países da região também estão considerando revisar investimentos atuais e futuros, porque a guerra está pressionando seus orçamentos, segundo o jornal The Times.

    A reportagem não citou quais países seriam, mas Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita prometeram centenas de bilhões de dólares em investimentos nos Estados Unidos.

  3. Quais as últimas atualizações da guerra

    Dos Estados Unidos

    • O presidente Donald Trump disse que não aceitará nenhum acordo com o Irã “exceto uma rendição incondicional”.
    • O presidente americano também afirmou que o próximo líder do Irã terá de “tratar bem os Estados Unidos e Israel”.

    De Israel

    • As Forças de Defesa de Israel disseram ter lançado a 15ª onda de ataques contra o Irã, usando 50 aviões para destruir um bunker subterrâneo que teria sido planejado para uso do ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei.
    • O Exército israelense afirma que projéteis foram disparados hoje contra seu território a partir do Irã e da fronteira com o Líbano.

    Do Irã

    • Um porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, Hossein Kermanpour, disse que 200 pessoas com menos de 18 anos morreram na guerra.
    • Moradores de Teerã disseram à BBC que a noite passada foi “a pior noite” do conflito até agora.
    • O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que “alguns países começaram esforços de mediação”, sem especificar quais.

    Do Líbano

    • Houve 217 mortes e 798 feridos no Líbano desde o início dos ataques israelenses na segunda-feira, segundo o Ministério da Saúde do país.
    • Imagens mostram grandes explosões sobre Beirute depois que Israel ordenou que centenas de milhares de pessoas evacuassem os subúrbios ao sul da cidade, dizendo que estão mirando o grupo Hezbollah.

    Da região

    • Um segundo voo fretado do Reino Unido, transportando britânicos retidos, decolou de Omã nesta tarde.
    • Algumas companhias aéreas regionais, incluindo Etihad Airways e Emirates, retomaram cronogramas limitados de voos, depois de relatos de que quase 20 mil voos foram cancelados na região desde o fim de semana.
  4. 'Vale a pena por um Irã livre': moradores em Teerã falam à BBC Persa

    Um professor freelancer em Teerã disse à BBC News Persa: “Muitas pessoas estão felizes, elas esperavam por isso há muito tempo.”

    A guerra “afetou meu trabalho e minha renda”, diz ele, mas afirma que “vale a pena por um Irã livre”.

    Ele afirma que, mesmo que pudesse dar aulas virtuais em meio às quedas de internet, “ninguém tem energia ou vontade de aprender ou pagar por uma aula neste clima”.

    O professor permaneceu em sua casa em Teerã porque, “além de tudo”, não consegue suportar a dor de ser deslocado.

    Ainda não há escassez de produtos, segundo ele, mas afirma que “um período de turbulência e conflito” está “inevitavelmente à frente”.

    “Este é o preço que qualquer revolução ou mudança exige”, disse.Aniversário na guerra

    A repórter Ghoncheh Habibiazad, da BBC News Persa, também recebeu uma mensagem de uma amiga de infância que vai completar 28 anos amanhã.

    Ela diz:

    “Estou em Teerã. Amanhã é meu aniversário, e é o aniversário mais estranho da minha vida."

    “Estou gastando uma fortuna só para conseguir ficar conectada à internet. A cada poucas horas há novos ataques, quase todos os dias. Meu trabalho também não parou… eu trabalho remotamente."

    “À noite, eu durmo no chão, ao lado da minha cama, para que, se outro ataque acontecer, haja menos chance de vidro quebrado cair sobre mim."

    “Mas, estranhamente, não estou realmente triste. Só estou triste pelos civis que estão sendo mortos.”

    A BBC News Persa é o serviço em língua persa da BBC News, usado por 24 milhões de pessoas em todo o mundo — a maioria no Irã — apesar de ser bloqueado e frequentemente interferido pelas autoridades iranianas

  5. Rússia estaria compartilhando com Irã informações sobre posições dos EUA, dizem fontes à CBS News

    Fontes disseram à CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, que a Rússia está fornecendo informações de inteligência sobre posições dos Estados Unidos ao Irã.

    A emissora afirma que a informação vem de três fontes anônimas familiarizadas com o assunto, incluindo um alto funcionário americano que teria conhecimento direto da situação.

    O jornal The Washington Post foi o primeiro a noticiar que a Rússia estaria fornecendo inteligência sobre posições americanas, também citando três autoridades não identificadas.

    A mídia estatal russa informou mais cedo que o porta-voz do presidente Vladimir Putin disse que a Rússia está em “diálogo” com a liderança iraniana.

    Segundo a agência Reuters, o Kremlin se recusou a fornecer detalhes quando questionado por repórteres sobre se Moscou está ajudando Teerã

  6. 200 crianças foram mortas em ataques no Irã, diz porta-voz do governo

    Um porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, publicou na rede social X uma atualização sobre o número de mortos e feridos no país.

    Ele diz que 200 pessoas com menos de 18 anos foram mortas — a mais jovem era um bebê de oito meses. Ele não informou o número total estimado de pessoas mortas desde o início da guerra.

    Segundo ele, mais de 2 mil feridos estão hospitalizados “neste momento”. Entre os feridos, 552 têm menos de 18 anos, e a mais jovem é uma menina de quatro meses, afirmou.

    “A guerra também está afetando o sistema de saúde”, disse ele, acrescentando que oito profissionais de saúde morreram, 30 ficaram feridos e 11 hospitais foram afetados por mísseis.

    Autoridades dos Estados Unidos negaram ter mirado civis. Israel afirmou que está atacando alvos militares com “precisão” para proteger civis, e acusa o Irã de atingir civis.

    O acesso ao Irã é altamente restrito, e organizações internacionais de notícias frequentemente têm vistos negados, o que limita severamente a capacidade de coletar informações no país.

  7. Beirute sob ataque de Israel; grandes explosões são vistas na capital do Líbano

    A capital do Líbano, Beirute, está sendo alvo dos ataques Forças israelenses nesta sexta-feira.

    Imagens de agências mostram fumaça subindo sobre os subúrbios do sul da cidade, grandes explosões e ruas cheias de escombros.

    Antes dos ataques, o Exército israelense ordenou que centenas de milhares de pessoas deixassem o sul da cidade.

    A ordem israelense veio depois que os militares também disseram, na quarta-feira, para que todos os moradores de uma vasta faixa do sul do Líbano, perto da fronteira com Israel, deixassem a região, antes de uma esperada incursão terrestre.

    O Hezbollah, grupo com presença no Líbano e alvo de Israel, alertou os israelenses que vivem a até 5 km da fronteira com para deixarem suas casas.

    Segundo o Ministério da Saúde libanês, houve 217 mortes e 798 pessoas feridas no Líbano desde o início dos ataques israelenses na segunda-feira.

  8. Imagem mostra ataque em Beirute enquanto avião sobrevoa a área

    A imagem abaixo, que parece mostrar um ataque aéreo nos subúrbios do sul de Beirute, capital do Líbano, foi divulgada pela agência de notícias Reuters e afirma ter sido tirada na manhã desta sexta-feira (6/3).

    O governo de Israel ordenou que milhares de pessoas deixassem a área, alegando que seu alvo são as ações do Hezbollah.

  9. Donald Trump diz que não fará 'nenhum acordo com o Irã, exceto a rendição incondicional'

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que "não haverá acordo com o Irã, exceto a rendição incondicional".

    Em uma publicação em sua plataforma de mídia social Truth Social, Trump acrescenta: "Depois disso, e da escolha de um(a) grande e aceitável líder, nós, e muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca. O Irã terá um grande futuro! Faça o Irã grande novamente".

  10. Veja o impacto da guerra no Oriente Médio

    Uma semana após o início da guerra, mesmo partes do Oriente Médio que não foram diretamente atacadas já sentem o impacto.

    • Egito

    A guerra está atingindo a já fragilizada economia egípcia. Empresas de transporte marítimo globais estão desviando algumas embarcações do Canal de Suez, uma importante fonte de divisas. Isso também representa um grande golpe para o turismo e afeta milhões de egípcios que trabalham nos países árabes do Golfo Pérsico.

    Embora o Egito seja um aliado próximo dos Estados Unidos e um dos principais beneficiários de sua ajuda militar, sua política de segurança nacional é não abrigar bases militares estrangeiras. Isso é um alívio para os egípcios neste momento.

    • Síria

    O país enviou mais tropas para suas fronteiras com o Líbano e o Iraque para bloquear a infiltração de grupos armados apoiados pelo Irã, em especial o Hezbollah. Nesta semana, várias pessoas, incluindo crianças, ficaram feridas por destroços de mísseis iranianos, segundo a agência de notícias estatal síria.

    • Cisjordânia

    No início da guerra com o Irã, Israel fechou muitos postos de controle e portões militares para os palestinos na Cisjordânia, alegando preocupações com a segurança.

    Embora fragmentos de mísseis iranianos tenham caído em aldeias palestinas, os palestinos precisam confiar nas sirenes de alerta dos assentamentos israelenses ou baixar aplicativos destinados a civis israelenses para alertá-los sobre o lançamento de foguetes.

    • Faixa de Gaza

    Na Faixa de Gaza, devastada pela guerra, a ajuda humanitária está retornando pela passagem de Kerem Shalom, que Israel havia fechado por três dias, alegando que poderia ser alvo do Irã. Permanece fechada a passagem de Rafah com o Egito, o principal ponto de saída para evacuações médicas.

    As negociações do Conselho de Paz de Gaza, de Donald Trump, estão suspensas, com muitos membros envolvidos no novo conflito regional.

  11. Bunker de comando militar iraniano é destruído em Teerã, diz governo de Israel

    Um bunker subterrâneo que seria usado pelo ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi destruído após um ataque com 50 caças israelenses, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF).

    O governo israelense diz que Khamenei foi "eliminado" antes que pudesse usar o bunker, que deveria funcionar como um "centro de comando de emergência seguro" para o líder supremo.

    O bunker, no entanto, "abrangia várias ruas" no centro de Teerã teria sido usado "por altos funcionários do regime iraniano".

  12. 'Não há misericórdia', diz libanês em fuga

    Na capital libanesa, Beirute, as pessoas que foram forçadas a deixar suas casas procuram qualquer lugar que lhes ofereça abrigo. Dentro do Teatro Nacional, duas famílias dormem em colchões com vista para o palco.

    Mohamed Baydoun conta que fugiu de sua casa na cidade de Tiro, no sul do país. “Eles não estão dando um alvo específico. Estão mandando as pessoas saírem de áreas inteiras”, diz o homem de 73 anos sobre as ordens de evacuação em massa emitidas por Israel.

    “Não há misericórdia, o inimigo não tem misericórdia”, acrescenta. Mohamed diz que esta guerra “é diferente de todas as outras” que já viveu, mas afirma não ter medo. “Tudo o que acontece com você é o que Deus escreveu para você.”

  13. Irã completa seis dias sem acesso à internet

    Os moradores do Irã estão há seis dias consecutivos sem acesso à internet, segundo o NetBlocks, um grupo independente de monitoramento internacional de redes.

    O grupo diz que o país tem "1% de conectividade após 144 horas". Os apagões de internet são um dos fatores que dificultam a cobertura jornalística sobre o que está acontecendo no Irã.

    A prática já é conhecida no local. O governo iraniano também cortou os serviços de internet durante protestos antigovernamentais que aconteceram no início deste ano.

  14. Israel diz estar trabalhando para interceptar mísseis do Irã

    "Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel identificaram mísseis do Irã em direção a Israel", afirmou um comunicado do governo israelense publicado no Telegram. "Sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça."

    O comunicado acrescenta que o Comando da Defesa Civil enviou uma "diretiva de precaução" para os celulares de pessoas em "áreas relevantes". Em uma atualização pouco depois, o governo informou que todos já podiam sair dos abrigos.

    Magen David Adom, o serviço de emergência de Israel, afirma que "até o momento não foram recebidos relatos de vítimas".

  15. Quatro pessoas são presas em Londres em investigação antiterrorista relacionada ao Irã

    A Polícia Metropolitana informou que quatro pessoas foram presas em Londres no âmbito de uma investigação antiterrorista relacionada ao Irã.

    A polícia prendeu um iraniano e três cidadãos com dupla nacionalidade britânica e iraniana sob suspeita de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro.

    A investigação está relacionada à suspeita de vigilância de locais e indivíduos ligados a comunidades judaicas em Londres, segundo a Polícia Metropolitana.

  16. Israel diz ter atacado 'infraestrutura do regime' do Irã e do Hezbollah

    O Exército de Israel afirmou que seus ataques durante a noite tiveram como alvo o que chamou de “infraestrutura do regime” em Teerã, no Irã. Afirma também ter atacado “infraestrutura do Hezbollah” nos redutos do grupo armado em Beirute, no Líbano.

    O chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, disse que a fase inicial de “ataque surpresa” envolveu o estabelecimento da “superioridade aérea” e alvejou locais que guardavam mísseis balísticos. Ele afirmou que haverá “surpresas adicionais” na próxima fase para “desmantelar ainda mais o regime”.

    Durante a noite, aviões de guerra israelenses realizaram sua 14ª onda de ataques contra o Irã desde sábado, com relatos de intensos bombardeios em Teerã e outras cidades.

    Sirenes de alerta de mísseis iranianos soaram repetidamente em Israel, com um aparente uso de uma ogiva de fragmentação, embora não tenha havido relatos de feridos.

    No Líbano, ocorreram mais explosões no sul de Beirute durante a noite, depois que os militares israelenses emitiram alertas para que as pessoas deixassem bairros inteiros, causando pânico.

  17. Ataques dos Estados Unidos contra o Irã vão 'aumentar drasticamente', diz governo americano

    Na noite passada, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, o almirante do Comando Central, Brad Cooper, e o presidente Donald Trump realizaram uma reunião sobre suas operações contra o Irã.

    Hegseth afirmou que “a quantidade de poder de fogo sobre o Irã e sobre Teerã está prestes a aumentar drasticamente”.

    Ele acrescentou que a decisão do Reino Unido de permitir que os EUA usem a base militar de Diego Garcia ajudará Washington a intensificar os ataques. “Foi lamentável que os britânicos não tenham dito desde o primeiro dia: ‘Ei, podem usar a base’”, disse Hegseth. “Mas conseguimos.”

    Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que enviará quatro caças Typhoon adicionais para se juntarem ao esquadrão britânico no Catar. O Reino Unido permitiu que os Estados Unidos usem bases britânicas “para conduzir operações defensivas”.

  18. Donald Trump diz que enviar tropas terrestres ao Irã seria 'perda de tempo'

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à NBC News que seria uma "perda de tempo" enviar tropas americanas ao Irã neste momento.

    "Eles perderam tudo. Perderam a Marinha. Perderam tudo o que podiam perder", disse Trump na quinta-feira.

    Ele acrescentou que a declaração anterior do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, à NBC, de que o Irã estava pronto para uma invasão terrestre americana ou israelense, foi um "comentário inútil".

    Trump também disse que queria "limpar" a atual estrutura de liderança iraniana. "Queremos que eles tenham um bom líder. Temos algumas pessoas que eu acho que fariam um bom trabalho", disse ele, sem citar nomes.

  19. Em imagens: os ataques durante a noite no Oriente Médio

    Há relatados de ataques em todo o Oriente Médio durante a noite, enquanto a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã entra em seu sétimo dia.

  20. ‘O volume de ataques é altíssimo’

    Durante esta guerra, repórteres da BBC foram enviados para diversas regiões do Oriente Médio. Embora não estejam no Irã, eles conseguiram conversar com algumas pessoas dentro do país, apesar das interrupções na internet. Veja o que eles disseram:

    • “O número de explosões, a destruição, o que está acontecendo, é inacreditável”, diz Salar, cujo nome foi alterado, em Teerã. “Cada dia parece um mês. O volume de ataques é altíssimo.”
    • “A casa tremeu sem parar por cinco minutos. A noite passada foi a pior”, disse um homem de 30 e poucos anos.
    • “Acordei com o som de explosões às 5h da manhã e não consegui dormir desde então”, afirmou uma mulher, também na capital do Irã.
    • “Foi terrível. As explosões eram tão fortes que todas as janelas tremiam. Parecia que um dragão estava rugindo”, contou outra mulher.
    • “Não estamos acostumados a ter mísseis interceptados sobre nossas cabeças”, disse o influenciador Hofit Golan, que mora em Dubai. “Eu vi mísseis sendo interceptados e fumaça em Palm Jumeirah.”
    • “Que digam o que quiserem, eu não vou a Beirute para ficar nas ruas”, disse Mohamed, que está entre os civis no sul do Líbano orientados a deixar suas casas por causa da ação militar. "Não estou perto do Hezbollah nem de nenhuma de suas instalações, então devo ficar bem."