Um professor freelancer em Teerã disse à BBC News Persa: “Muitas pessoas estão felizes, elas esperavam por isso há muito tempo.”
A guerra “afetou meu trabalho e minha renda”, diz ele, mas afirma que “vale a pena por um Irã livre”.
Ele afirma que, mesmo que pudesse dar aulas virtuais em meio às quedas de internet, “ninguém tem energia ou vontade de aprender ou pagar por uma aula neste clima”.
O professor permaneceu em sua casa em Teerã porque, “além de tudo”, não consegue suportar a dor de ser deslocado.
Ainda não há escassez de produtos, segundo ele, mas afirma que “um período de turbulência e conflito” está “inevitavelmente à frente”.
“Este é o preço que qualquer revolução ou mudança exige”, disse.Aniversário na guerra
A repórter Ghoncheh Habibiazad, da BBC News Persa, também recebeu uma mensagem de uma amiga de infância que vai completar 28 anos amanhã.
“Estou em Teerã. Amanhã é meu aniversário, e é o aniversário mais estranho da minha vida."
“Estou gastando uma fortuna só para conseguir ficar conectada à internet. A cada poucas horas há novos ataques, quase todos os dias. Meu trabalho também não parou… eu trabalho remotamente."
“À noite, eu durmo no chão, ao lado da minha cama, para que, se outro ataque acontecer, haja menos chance de vidro quebrado cair sobre mim."
“Mas, estranhamente, não estou realmente triste. Só estou triste pelos civis que estão sendo mortos.”
A BBC News Persa é o serviço em língua persa da BBC News, usado por 24 milhões de pessoas em todo o mundo — a maioria no Irã — apesar de ser bloqueado e frequentemente interferido pelas autoridades iranianas